O ministro André Mendonça, relator dos casos Master e INSS no STF, se tornou o centro de uma crise institucional ao tentar recusar a quebra do sigilo integral dos dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, alegando que isso “tumultuaria o julgamento” – Ele se refere à apreciação pelo STF das denúncias contra o colega Alexandre de Moraes.
A exitação de Mendonça ocorre em meio às investigações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que recebeu R$ 69 milhões – dos R$ 134 milhões pleiteados – do Banco Master, à pedido de Flávio Bolsonaro.
A delação de “Mineiro” confirmou as transferências, e a PF aponta tratativas diretas entre Flávio e Vorcaro. Além disso, a empresa de Flávio, Bravo Grafeno, compartilha endereço e contabilidade com empresas do “Careca do INSS”, pivô de um esquema que lesou 4,3 milhões de aposentados.
O presidente do STF, Edson Fachin, afastou Mendonça da relatoria da investigação contra Moraes, e paralisou os processos. Lula reagiu: “Quem tem escritório com o Careca é o Flávio Bolsonaro” .
A crise expõe a seletividade na condução de investigações que afetam diretamente o cenário eleitoral de 2026.