Miguel Nicodelis: O Brasil Está Seguindo a Agenda dos Psicopatas do Silicon Valley – Na Suécia os Alunos Voltaram ao Lápis e Papel

O neurocientista Miguel Nicolelis fez um alerta que não deve ser relevado em entrevista ao programa 20 Minutos, do Opera Mundi: o Brasil está cometendo um erro estratégico ao seguir cegamente a agenda de data centers, e inteligência artificial imposta pelos “psicopatas do Vale do Silício”.
Nicolelis ficou mundialmente conhecido por seus avanços em interfaces cérebro-máquina — tecnologia que permite que pessoas com paralisia movimentem membros robóticos, usando apenas o pensamento. O seu trabalho já foi capa da revista Nature e da Science, e ele liderou o projeto que permitiu que um jovem paraplégico desse o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, usando um exoesqueleto controlado pela mente.

É justamente essa bagagem — o conhecimento profundo do funcionamento do cérebro humano e das possibilidades da tecnologia — que dá peso às suas críticas ao que vemos hoje.

Deutsche Bank entra no yuan — Menor Exposição ao Risco do Dólar é um dos Motivos?

Rapidinha PolitikBr
Há movimentos no sistema financeiro internacional que parecem pequenos quando observados isoladamente. Mas alguns deles ganham outra dimensão quando colocados lado a lado.

A decisão do Banco Central da China de autorizar o Deutsche Bank como primeiro banco europeu de clearing de transações em renminbi (yuan) é um desses movimentos.

A notícia foi tratada pela CNN como mais um passo na internacionalização da moeda chinesa. E, à primeira vista, é exatamente isso. Mas há algo maior acontecendo: o sistema financeiro mundial começa, lentamente, a construir alternativas à dependência do dólar.

Isso não significa que o yuan esteja substituindo o dólar. Está muito longe disso. Mas significa que o monopólio de fato do dólar sobre o comércio internacional, começa a ser questionado por instituições financeiras que, até pouco tempo atrás, tinham poucos incentivos para fazê-lo.

A Dança das Cadeiras no Tabuleiro Energético Global

Rapidinha PolitikBr

A transformação do BRICS em uma força econômica global já não pode ser analisada apenas pelo tamanho de suas economias ou pelo número de países que integram o grupo. Há um outro elemento, talvez ainda mais estratégico: energia.

É justamente nesse ponto que a reportagem da Revista Fórum chama atenção para uma mudança profunda. O BRICS ampliado reúne alguns dos maiores produtores e exportadores de petróleo do planeta. Rússia, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Brasil, entre outros, colocam, sob o mesmo guarda-chuva geopolítico, uma parcela extraordinária dos recursos energéticos mundiais. E o petróleo, apesar de toda a discussão sobre transição energética, ainda é poder.

Larry Johnson: O Estreito de Ormuz, a Crise Energética Global e os Limites dos EUA

O Estreito de Ormuz tornou-se o epicentro de uma crise energética global, com o Irã bloqueando a passagem e atacando petroleiros dos Emirados Árabes Unidos que tentam burlar o bloqueio. As reservas estratégicas de petróleo dos EUA estão no nível mais baixo em 40 anos, e o mundo enfrenta uma escassez de diesel e combustível de aviação. Militarmente, os EUA esgotaram seus estoques de mísseis e não conseguem produzi-los rapidamente devido à dependência da China por minérios de terras raras. Na Ucrânia, a Rússia avança em sete frentes, caminhando para a derrota completa do país. O império americano, que iniciou a guerra com promessas de vitória rápida, encontra-se agora militarmente superado, logisticamente estrangulado e politicamente isolado.

A Resiliência Brasileira e a Geopolítica do Comércio: O Superávit que Incomoda a Doutrina Monroe

A balança comercial brasileira acumulou um superávit de US$ 49 bilhões entre janeiro e julho de 2026. Longe da economia ser abalada, na verdade ela se amplia, se descolando cada vez mais do comércio exterior com os Estados Unidos, um país hostil ao Brasil e a seus interesses estratégicos. Hoje, essa balança representa menos de 10% de todo o comércio exterior do Brasil, e caindo. O Brasil não é a “Goenlândia” que Trump pensa; que ele pode tomar a seu bel prazer, cooptando barato traidores nacionais. A reedição da “Doutrina Donroe” por Trump, e à tentativa de interferência nas eleições brasileiras, não irá prosperar. O Brasil de hoje não é a nação submissa do ex-presidente Bolsonaro, ou a Argentina do servil Milei. O Brasil luta por sua soberania econômica e estratégica, com um olhar plural, ao mesmo tempo em que rechaça os vassalos que se curvam a Washington.

As Impressões de Mearsheimer Sobre Esse Momento do Oriente Médio

John Mearsheimer, em entrevista ao Dialogue Works, traçou um cenário crítico do Oriente Médio. Para ele, a estratégia de Israel de enfraquecer todos os polos de poder regional mira, além do Irã, a Turquia — um risco existencial para a coesão da OTAN. Sobre a guerra com o Irã, o professor descarta uma vitória militar americana, mas também descarta mais uma guerra sem fim, apostando em uma saída negociada, forçada pela falta de recursos e pelo dano econômico infringido aos Estados Unidos. Mearsheimer vê o momento como “plástico”: as bases americanas no Golfo encolherão e a China, principal adversária dos EUA, emerge como a grande vencedora do conflito, ao drenar Washington de suas forças e munições destinadas à Ásia.

A Tentativa de Trump de Subverter as Eleições de 2026 no Brasil, as Sanções e a Resposta da Soberania

Enquanto os EUA investigam obsessivamente supostas interferências da China e da Rússia em suas eleições, Donald Trump tenta abertamente subverter as eleições brasileiras de 2026, impondo sanções de 25% e 12,5% para favorecer Flávio Bolsonaro. O candidato ungido por Washington é um Senador que, segundo Bob Fernandes, “seria condenado à morte ou à prisão perpétua” se fosse americano, e classificado por Reinaldo Azevedo como “entreguista”. O ataque ao Pix revela o desejo americano de sabotar um sistema público eficiente para favorecer Visa e Mastercard. A negativa de vistos do Itamaraty à dois agentes do Departamento de Estado, que pretendiam questionar a lisura eleitoral das urnas e do sistema eletrônico de votação brasileiro, expôs a hipocrisia imperial. Enquanto o Canadá, a China e União Europeia retaliaram as novas tarifas americanas, o Brasil se mantém soberano diante da chantagem.

Transition Protocol: As Últimas Notícias do Front Militar e Geopolítico no Oriente Médio

A análise de Pepe Escobar, Larry Johnson e Mr. Z, no site Transition Protocol, de 17 de julho de 2026 revela uma escalada crítica no Oriente Médio. Os EUA estão bombardeando a infraestrutura civil iraniana (Chabahar) como parte de uma guerra pela conectividade e pelo controle das rotas de energia, visando corredores como o Norte-Sul (Rússia, Irã, Índia).
A mudança tática mais significativa é a adoção do sistema chinês Beidou pelo Irã, que substituiu o GPS americano, tornando os mísseis iranianos precisos e imunes a “spoofing”. Isso preocupa Israel e os EUA.
Por outro lado, a China pressiona o Paquistão – na qualidade de mediador entre as partes – para restaurar o MoU de Versalhes até segunda (20/07), temendo que a escalada comprometa o Corredor Econômico China-Paquistão (CPEC) e a inciativa cinturão e rota.
O Paquistão, como mediador, teria recebido instruções claras de Pequim para trazer as partes de volta ao acordo original de 14 pontos.
O ataque saudita ao aeroporto de Sanaa, rompendo a trégua com os Houthis, ameaça abrir um novo front no Mar Vermelho. Em razão disso, os Houthis retaliaram e ameaçam fechar o estreito de Bab al-Mandab, rota fundamental para a travessia pelo canal de suez. O Paquistão, apesar do pacto militar com a Arábia, não atacará o Irã, priorizando a relação com a China e os interesses de seus 40 milhões de xiitas. Por fim, o Irã sinaliza a revisão da sua doutrina nuclear e a saída do NPT, com o parlamento já aprovando a aceleração do programa nuclear. O prazo para a desescalada é segunda feira; caso contrário, uma guerra total e a proliferação nuclear se tornam iminentes.

Miguel Nicodelis (neurocientista): China vs EUA – A Diferença da Ciência é Brutal

O neurocientista Miguel Nicodelis expõe o contraste brutal entre o tratamento da ciência na China e nos Estados Unidos. Enquanto o NIH americano corta 90% de seus financiamentos e 25 mil cientistas abandonam o sistema, a China trata a ciência como instrumento central de seu projeto de desenvolvimento, com cientistas tendo prestígio social e acesso direto ao mais alto nível de governo. O artigo também aborda a crise das universidades americanas e a revolta dos jovens contra a inteligência artificial, com o ex-CEO do Google sendo vaiado por 14 minutos numa formatura. O Brasil, por sua vez, permanece sem rumo, tratando a ciência como irrelevância. O texto complementa a análise anterior do PolitikBr sobre a ascensão chinesa.

O Crepúsculo da Ordem Unipolar – A Geopolítica de Trump na Cúpula de Ancara e o Avanço Silencioso da China na Eurásia

A Cúpula da OTAN em Ancara revelou o estado fraturado da ordem ocidental. Trump priorizou sua amizade com Erdogan, anunciando o fim das sanções e a possível venda de caças F-35 à Turquia, irritando Israel e os aliados europeus. Enquanto isso, a guerra contra o Irã se intensificava, expondo o isolamento americano e a falta de apoio europeu para suas ações militares. Em contraste, a China avança metodicamente com investimentos e soft power na Eurásia, contrastando com a política externa errática e coercitiva de Washington. O evento evidenciou a transição para um mundo multipolar, onde a influência se constrói com planejamento de longo prazo, não com ameaças e personalismo.