Trump afasta aliados — e a Coreia do Sul começa a caminhar com as próprias pernas

A análise mostra como a política errática de Donald Trump está pressionando aliados históricos dos Estados Unidos a reconsiderarem a sua dependência em relação à Washington. A decisão de reduzir os exercícios militares com a Coreia do Sul, motivada também pela recusa de Seul em participar da guerra contra o Irã, fortalece o argumento sul-coreano em favor da recuperação do controle operacional de suas forças armadas. `
Embora esse processo seja anterior Trump, a atual instabilidade da política americana pode acelerá-lo. O resultado paradoxal pode ser uma Coreia do Sul mais autônoma — e, por extensão, uma Ásia cada vez menos dependente da liderança militar americana.

A “Destruição” da Marinha Americana: Uma Análise de Larry Johnson

Este artigo analisa a afirmação do ex-analista da CIA Larry Johnson de que o Irã está “destruindo” a Marinha dos Estados Unidos. A análise não se baseia em uma aniquilação física, mas em um colapso sistêmico evidenciado pela crise de moral e condições degradantes a bordo do USS Abraham Lincoln, culminando em um motim. O artigo detalha o estrangulamento logístico causado pela dependência dos EUA de minerais controlados pela China, aliada do Irã, e o consequente recuo militar estratégico americano no Oriente Médio, que expõe a fragilidade da superpotência.

A Decadência dos EUA: Professor Desaba e Chora ao Ver que Alunos do Ensino Médio — Indo para a Faculdade — Não Sabem Ler e Nem Escrever

O vídeo de um professor americano desabafando e chorando em sala de aula viralizou. Não por uma tragédia pessoal, mas por uma tragédia nacional: os seus alunos, prestes a se formar e ir para a faculdade, são analfabetos funcionais.

Darius Williams, professor da Wheatley High School em Houston, Texas, gravou um desabafo durante o seu intervalo. Ele havia acabado de dar uma aula de três horas para alunos de 17 e 18 anos. A atividade era simples: ler dois parágrafos e preencher uma frase com quatro palavras. Ele deu o gabarito, completou a frase no modelo, anotaram juntos. Ainda assim, a maioria não conseguiu. Quatro palavras.

Pepe Escobar: Já que Trump Perdeu e Não Conseguiu Controlar o Irã, Agora Ele Quer Destruir Tudo

Enquanto o mundo observa, a estratégia de Donald Trump para o Oriente Médio parece ter chegado a um beco sem saída. A ameaça recente de bombardear Omã, caso o país prossiga com um acordo com o Irã sobre o Estreito de Ormuz, soa menos como uma demonstração de força e mais como o desespero de quem vê suas opções se esgotarem .

A gota d’água para a nova fúria de Trump foi a notícia de que Omã e Irã estão avançando em negociações independentes para gerenciar o fluxo no Estreito de Ormuz. Para Trump, que já declarou o estreito como “território dos Estados Unidos”, a iniciativa é uma afronta. “Se Omã se intrometer, vamos bombardeá-los e destruí-los”, afirmou o presidente em entrevista à Fox News

Miguel Nicodelis: O Brasil Está Seguindo a Agenda dos Psicopatas do Silicon Valley – Na Suécia os Alunos Voltaram ao Lápis e Papel

O neurocientista Miguel Nicolelis fez um alerta que não deve ser relevado em entrevista ao programa 20 Minutos, do Opera Mundi: o Brasil está cometendo um erro estratégico ao seguir cegamente a agenda de data centers, e inteligência artificial imposta pelos “psicopatas do Vale do Silício”.
Nicolelis ficou mundialmente conhecido por seus avanços em interfaces cérebro-máquina — tecnologia que permite que pessoas com paralisia movimentem membros robóticos, usando apenas o pensamento. O seu trabalho já foi capa da revista Nature e da Science, e ele liderou o projeto que permitiu que um jovem paraplégico desse o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, usando um exoesqueleto controlado pela mente.

É justamente essa bagagem — o conhecimento profundo do funcionamento do cérebro humano e das possibilidades da tecnologia — que dá peso às suas críticas ao que vemos hoje.

Deutsche Bank entra no yuan — Menor Exposição ao Risco do Dólar é um dos Motivos?

Rapidinha PolitikBr
Há movimentos no sistema financeiro internacional que parecem pequenos quando observados isoladamente. Mas alguns deles ganham outra dimensão quando colocados lado a lado.

A decisão do Banco Central da China de autorizar o Deutsche Bank como primeiro banco europeu de clearing de transações em renminbi (yuan) é um desses movimentos.

A notícia foi tratada pela CNN como mais um passo na internacionalização da moeda chinesa. E, à primeira vista, é exatamente isso. Mas há algo maior acontecendo: o sistema financeiro mundial começa, lentamente, a construir alternativas à dependência do dólar.

Isso não significa que o yuan esteja substituindo o dólar. Está muito longe disso. Mas significa que o monopólio de fato do dólar sobre o comércio internacional, começa a ser questionado por instituições financeiras que, até pouco tempo atrás, tinham poucos incentivos para fazê-lo.

A Dança das Cadeiras no Tabuleiro Energético Global

Rapidinha PolitikBr

A transformação do BRICS em uma força econômica global já não pode ser analisada apenas pelo tamanho de suas economias ou pelo número de países que integram o grupo. Há um outro elemento, talvez ainda mais estratégico: energia.

É justamente nesse ponto que a reportagem da Revista Fórum chama atenção para uma mudança profunda. O BRICS ampliado reúne alguns dos maiores produtores e exportadores de petróleo do planeta. Rússia, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Brasil, entre outros, colocam, sob o mesmo guarda-chuva geopolítico, uma parcela extraordinária dos recursos energéticos mundiais. E o petróleo, apesar de toda a discussão sobre transição energética, ainda é poder.

Larry Johnson: O Estreito de Ormuz, a Crise Energética Global e os Limites dos EUA

O Estreito de Ormuz tornou-se o epicentro de uma crise energética global, com o Irã bloqueando a passagem e atacando petroleiros dos Emirados Árabes Unidos que tentam burlar o bloqueio. As reservas estratégicas de petróleo dos EUA estão no nível mais baixo em 40 anos, e o mundo enfrenta uma escassez de diesel e combustível de aviação. Militarmente, os EUA esgotaram seus estoques de mísseis e não conseguem produzi-los rapidamente devido à dependência da China por minérios de terras raras. Na Ucrânia, a Rússia avança em sete frentes, caminhando para a derrota completa do país. O império americano, que iniciou a guerra com promessas de vitória rápida, encontra-se agora militarmente superado, logisticamente estrangulado e politicamente isolado.

A Resiliência Brasileira e a Geopolítica do Comércio: O Superávit que Incomoda a Doutrina Monroe

A balança comercial brasileira acumulou um superávit de US$ 49 bilhões entre janeiro e julho de 2026. Longe da economia ser abalada, na verdade ela se amplia, se descolando cada vez mais do comércio exterior com os Estados Unidos, um país hostil ao Brasil e a seus interesses estratégicos. Hoje, essa balança representa menos de 10% de todo o comércio exterior do Brasil, e caindo. O Brasil não é a “Goenlândia” que Trump pensa; que ele pode tomar a seu bel prazer, cooptando barato traidores nacionais. A reedição da “Doutrina Donroe” por Trump, e à tentativa de interferência nas eleições brasileiras, não irá prosperar. O Brasil de hoje não é a nação submissa do ex-presidente Bolsonaro, ou a Argentina do servil Milei. O Brasil luta por sua soberania econômica e estratégica, com um olhar plural, ao mesmo tempo em que rechaça os vassalos que se curvam a Washington.

As Impressões de Mearsheimer Sobre Esse Momento do Oriente Médio

John Mearsheimer, em entrevista ao Dialogue Works, traçou um cenário crítico do Oriente Médio. Para ele, a estratégia de Israel de enfraquecer todos os polos de poder regional mira, além do Irã, a Turquia — um risco existencial para a coesão da OTAN. Sobre a guerra com o Irã, o professor descarta uma vitória militar americana, mas também descarta mais uma guerra sem fim, apostando em uma saída negociada, forçada pela falta de recursos e pelo dano econômico infringido aos Estados Unidos. Mearsheimer vê o momento como “plástico”: as bases americanas no Golfo encolherão e a China, principal adversária dos EUA, emerge como a grande vencedora do conflito, ao drenar Washington de suas forças e munições destinadas à Ásia.