Opinião: A Subserviência de Flávio Bolsonaro e a Cobiça dos EUA pelo Pix Desenham o Novo Tarifaço

Flávio Bolsonaro e o Preço da subserviência
A troca de cartas entre Flávio Bolsonaro e Marco Rubio expôs a subserviência aos EUA do candidato da extrema direita à presidência do Brasil, em 2026. A motivação central do “tarifaço” americano é econômica: a ameaça que o Pix representa para as empresas de cartão de crédito dos EUA. Em sua carta, Flávio Bolsonaro não apenas pediu a suspensão das tarifas – do qual ele é acusado de ir aos EUA negociar, em caso de derrota – como ofereceu uma “equipe de transição” a Trump, caso fosse eleito, um ato de submissão e interferência inaceitável. A resposta de Rubio, ao mesmo tempo que agradeceu o apoio, e chamou a oferta de “generosa”, foi implacável quanto às tarifas, listando o Pix e outras “diferenças substanciais” como motivos para a investigação . O governo Lula, em contrapartida, busca uma negociação diplomática técnica, mantendo a dignidade do país. O episódio mostra a degradação da política externa brasileira e a defesa do interesse nacional sendo trocada por vantagens eleitorais, enquanto a soberania do país é colocada em risco.

RICHARD WOLFF: “O Petrodólar Está Morto…Trump Vive em Negação.”

O economista da Universidade do Massachusetts analisa a crise terminal do dólar como moeda de reserva única, o colapso do sistema de petrodólar (a Arábia Saudita não renovou o acordo com os EUA), e a ascensão do mundo multipolar. Enquanto Trump ameaça e se contradiz, o BRICS+ já construiu a arquitetura financeira substituta: o BRICS Pay e a unidade de conta UNIT, lastreada em 40% ouro. O Brasil, que emite seus primeiros títulos em yuan e investe em dissuasão militar, parece ter entendido o que Washington se recusa a aceitar.

O BRASIL SE PREPARA PARA O MUNDO COMO ELE É: Mísseis e Yuan

Em menos de uma semana, o Brasil anunciou a inauguração da maior fábrica de mísseis da América Latina (em Caçapava, SP) e a preparação da primeira emissão de títulos soberanos em yuan. Não é contradição. É realismo estratégico. Os mísseis garantem a dissuasão em um mundo beligerante. O yuan reduz a dependência do dólar em um mundo multipolar. O Brasil não está virando potência bélica — está se preparando para não ser refém. A paz, para ser duradoura, não pode ser a paz dos fracos.

Reinaldo Azevedo: “Lula Estadista, Flávio (Bolsonaro) Entreguista

O jornalista Reinaldo Azevedo expõe uma disputa que vai além da política eleitoral: de um lado, Lula representa um Brasil soberano, capaz de se relacionar com potências e blocos internacionais sem submissão; de outro, Flávio Bolsonaro simboliza uma visão subalterna, alinhada à dependência ideológica e geopolítica. O escândalo envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master aprofundou a crise de credibilidade de Flávio, que teria negociado valores milionários ligados ao filme sobre Jair Bolsonaro e viu sua imagem ser atingida por áudios, mensagens e suspeitas de novos desdobramentos.

A consequência política foi imediata: pesquisas divulgadas após a crise indicaram vantagem ampliada de Lula sobre Flávio, sugerindo que o episódio corroeu a narrativa de força da extrema direita. Mais do que um escândalo pontual, o caso revela uma estrutura de poder marcada por dependência, oportunismo e degradação moral.

LULA EM BARCELONA: “A Minha Arma é o Argumento, não a Guerra”

Em um discurso histórico na primeira reunião da Mobilização Progressista Global (MPG), em Barcelona, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva – Brasil – fez um diagnóstico verdadeiro e emocionante sobre o momento atual: a extrema-direita avança sobre a democracia, os “senhores da guerra” gastam bilhões em armas enquanto o mundo passa fome, e o progressismo precisa, urgentemente, recuperar a coerência entre o discurso e a prática.

O Direito à Dissuasão Nuclear: Por que o Argumento de Mearsheimer para o Irã é um Alerta para o Brasil

Neste artigo, partimos da análise do Professor John Mearsheimer sobre o direito do Irã à dissuasão nuclear para abrir uma discussão incômoda e necessária: em um mundo onde Estados Unidos e Israel se comportam como potências acima da lei, violando soberanias e ameaçando nações com armas de destruição em massa, faz sentido que países como o Brasil mantenham-se amarrados a tratados de não proliferação assinados de boa-fé com potências que demonstram diariamente sua má-fé?

O Brasil dos Bons Ventos: Entre a Euforia dos Mercados e os Desafios Estruturais

Em janeiro de 2026, o Ibovespa decidiu escrever a sua própria versão da trajetória de sucesso do atual governo. Após superar a marca histórica dos 177 mil pontos do principal índice da B3 ( Valor da Carteira Teórica. Cada ponto do Ibovespa equivale a R$ 1,00 ).

Em 27 de janeiro, a B3 fechou acima dos 182 mil pontos pela primeira vez na história, em uma alta de 2,02% que reflete uma sequência vertiginosa de recordes. Os números, de fato, são impressionantes e evoluíram rapidamente. Enquanto nos primeiros 20 dias do ano ingressaram mais de R$ 12 bilhões de capital estrangeiro, o volume financeiro nesta terça-feira de recorde atingiu a cifra de R$ 31,60 bilhões.

A Geopolítica do Espetáculo: O Conselho Imperial da Paz de Trump

A ideia de um “Conselho da Paz para Gaza”, apresentada como uma solução inovadora para um conflito secular, é, na verdade, a ponta de um iceberg muito mais sinistro. Ela encapsula a ambição de deslocar o centro de gravidade do poder internacional, minando deliberadamente a autoridade das Nações Unidas e, em particular, de seu Conselho de Segurança.

A crítica do presidente brasileiro – Luiz Inácio Lula da Silva – ao projeto de Trump, foi precisa: a proposta é equivalente a “criar sozinho uma nova ONU”.

A Inércia das Ondas

Desde o momento em que as caravelas portuguesas romperam o horizonte do Atlântico Sul, em 1500, o destino do Brasil passou a ser indissociável do mar. O oceano foi via de chegada e de disputa, de integração e de defesa, de riqueza e de soberania. Ignorar essa premissa é, em última instância, ignorar o próprio Brasil.

E-book para download nesse link

É justamente essa lacuna de percepção histórica que a 2ª edição do e-book Introdução à História Marítima Brasileira, publicado pela Diretoria do Patr

O “Soft Power” Brasileiro: O Globo de Ouro de Wagner Moura e o Bobo de Ouro da Extrema Direita

A conquista do Globo de Ouro de Melhor Ator por Wagner Moura, no último domingo, deveria ser um momento de celebração unânime no Brasil. Afinal, se trata de um reconhecimento internacional raro para um artista brasileiro, que projetou o nome do país no cenário global graças à sua atuação no filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. No entanto, o que se viu foi uma reação sintomática de um setor da política nacional: em vez de aplausos, uma enxurrada de ataques primários, fake news e críticas desonestas vindas de representantes da extrema direita.