O medo de Bolsonaro: A “Papuda”

O medo de Bolsonaro de acabar na Papuda (prisão federal masculina no distrito federal) virou assunto nacional após relato de Mônica Bergamo na BandNews: a perspectiva de encarar a prisão mais célebre de Brasília, palco de condenações de políticos como Maluf, Geddel e Luiz Estevão, dissolveu qualquer bravata do ex-presidente – que já admite o risco entre interlocutores e sonha com um desfecho menos traumático.

Anistia inconstitucional para Bolsonaro e cúmplices: a manobra vergonhosa que afronta o desejo da maioria

Enquanto o STF julga Bolsonaro e outros protagonistas do golpe de 2022, a bancada bolsonarista no Congresso — liderada pelo PL de Valdemar Costa Neto, ex-condenado e multado pelo TSE — move esforços para aprovar uma ampla anistia, mentindo descaradamente que se trata de “justiça” e “direito à defesa”. O projeto conta com o apoio de partidos do centrão (PP, União Brasil, Republicanos, PSD) e da extrema-direita, articulando cerca de 300 votos só na Câmara.

A hora da verdade do golpismo: O julgamento de Bolsonaro

Hoje começou no Supremo Tribunal Federal o julgamento de Jair Bolsonaro e mais sete cúmplices da tentativa de golpe de Estado contra o vencedor das eleições presidenciais de 2022, Luís Inácio Lula da Silvade. O processo, que já entra para a história como divisor de águas, marca o momento em que o Brasil confronta, de forma institucional, aqueles que tentaram subverter a Constituição e instalar um regime autoritário.

Clã Bolsonaro: A Hipocrisia do “Deus, Pátria e Família”

A reportagem do Intercept sobre o clã Bolsonaro , do jornalista João Filho, é o retrato fiel do que já se sabe, infelizmente poucos, mas que agora ganha registro documental: a hipocrisia e a degradação interna do clã Bolsonaro. O lema “Deus, Pátria e Família”, usado como peça publicitária por integralistas e depois reciclado pelo bolsonarismo, cai por terra quando confrontado com os áudios e prints obtidos pela Polícia Federal no celular de Jair Bolsonaro.

As conversas revelam um Silas Malafaia em modo “chefe de quadrilha”, segundo o jornalista, gritando palavrões e ameaçando Eduardo Bolsonaro. O líder espiritual não oferece bênção, conselho ou reflexão — apenas intimidações. Fica nítido que a Bíblia serve mais como biombo moral do que como fonte de conduta. O “Deus acima de todos” foi reduzido a slogan de palanque.

Bolsonaro: a tese do boicote e da ilegitimidade do resultado da eleição de 2026

Na análise do historiador e professor João Cezar de Castro Rocha, em entrevista ao UOL News, a extrema-direita bolsonarista, aparentemente, estaria abandonando a estratégia de eleger o máximo possível de senadores como prioridade absoluta; e também o de buscar um compromisso ao apoiar um nome da direita, como Tarcísio de Freitas, de que o novo presidente anistiaria Bolsonaro. Nessa estratégia, Ronaldo Caiado saiu na frente. Ele declarou que se for eleito presidente em 2026 fará uma anistia ampla geral e irrestrita aos envolvidos no 08 de janeiro de 2023. Entretanto, ao que parece, a nova e perigosa aposta da extrema direita (bolsonaristas) seria a de criar uma narrativa de ilegitimidade do resultado da eleição presidencial de 2026 caso Bolsonaro não participe do pleito. Essa proposta parte da premissa que quem quer que seja eleito em 2026, esquerda ou direita, faria parte do mesmo grupo de poder que sempre dominou a política brasileira.

Malafaia em surto: berros, medo e ameaças

O pastor Silas Malafaia voltou à cena pública com gritos, berros e ataques, como se o destempero pudesse intimidar a Justiça. Arrogante nos púlpitos, ele agora mostra sinais de pânico — especialmente após o escândalo recente que revelou Jair Bolsonaro movimentando R$ 30,5 milhões entre 2023 e 2024, e R$ 44 milhões até junho de 2025 segundo relatório da Polícia Federal.

Bolsonaro, Milei e a Contradição do Asilo: A Fuga possível, os documentos e a farsa do “não vou fugir”

O ex- presidente, radical de extrema direita, Jair Bolsonaro, desde o início dos processos criminais que o colocaram na mira da Justiça brasileira, sempre adotou o discurso público de que não “iria fugir” do país ou das consequências por seus atos. Em entrevistas e manifestações, repetia que “quem não deve, não teme”. No entanto, os fatos mais recentes expuseram contradições gritantes entre a retórica e a realidade.