FIM DO “PROJETO LIBERDADE”: Trump Humilha os EUA

Menos de 48 horas após o anúncio do “Projeto Liberdade” — a operação naval que escoltaria navios através do Estreito de Ormuz — Trump cancelou a missão e declarou vitória. O tenente-coronel Daniel Davis comentou: “Não se passaram nem 48 horas. Trump já encerrou o projeto, declarando-o um sucesso, embora seja óbvio que nenhum sucesso foi alcançado.” O cancelamento confirma o que o PolitikBr publicou ontem: o confronto no estreito — com mísseis iranianos disparados contra um contratorpedeiro americano — foi uma derrota humilhante. Trump recorre à sua única estratégia restante: a mentira.

O IMPASSE DE ORMUZ: Irã Expulsa Contratorpedeiro de Ormuz com “Tiros de Advertência”. Trump Nega — Quem Mente?

O Irã divulgou imagens do IRGC mostrando mísseis, foguetes e drones sendo lançados, como alerta, contra um contratorpedeiro americano que tentava forçar a passagem pelo Estreito de Ormuz. Teerã afirma que os navios ignoraram avisos repetidos. Washington nega: “Nenhum navio foi atacado”. O chanceler iraniano, Esmaeil Baghaei, advertiu: “Repetindo os erros, os EUA só se enredam no seu próprio pântano”. O confronto expõe a fragilidade do cessar-fogo e a profundidade do impasse. Os EUA não podem vencer militarmente; e o Irã não quer escalar.

CRIMINALIZAR A DISSIDÊNCIA: Como o Lobby Pró-Israel Tenta Silenciar o Mundo — e o Isolamento Global de Israel

Originalmente, “semita” refere-se a um grupo linguístico (judeus, árabes, arameus, etc.), e o termo “antissemitismo” foi cunhado no século XIX para designar especificamente o preconceito contra judeus.

A definição mais influente hoje é a da IHRA e foca exclusivamente nos judeus. Isso, provavelmente, se deve aos esforços dos lobbies sionistas, ao longo do tempo. Portanto, o combate ao antissemitismo é usado politicamente, o que acaba por excluir os palestinos da proteção e, até, criminalizar a defesa de seus direitos.

Então, o problema não deve ser só proteger os judeus do ódio, mas sim coibir que essa proteção seja expandida para sufocar a defesa dos direitos palestinos.

Um estudante que diz “Israel comete apartheid” ou que defende o boicote a Israel pode ser acusado de antissemitismo sob a lei americana, por exemplo. Entretanto, a lei não protege um palestino que sofre racismo; ao contrário, ela é usada para punir palestinos e ativistas pró-palestinos por expressarem as suas opiniões políticas e denunciarem violações de direitos humanos. Isso é um brutal e vergonhoso paradoxo.

KIRIAKOU: “JFK Tentou Parar o Lobby Sionista. E Foi Morto”

John Kiriakou, ex-agente da CIA, revelou a Tucker Carlson que John F. Kennedy tentou forçar o AIPAC a se registrar como agente estrangeiro. “Não funcionou bem para ele”, disse Kiriakou, referindo-se ao assassinato do presidente. Kiriakou também revisitou o ataque israelense ao USS Liberty em 1967, quando Israel atacou um navio americano por mais de uma hora, matando 34 americanos — e o governo Johnson encobriu o crime. “O presidente Johnson disse: ‘O que vocês estão fazendo? Parem de criticar Israel'”, recordou. A entrevista traça uma cronologia do controle israelense sobre a política externa americana: do assassinato de Kennedy ao ataque ao Liberty, até hoje. Kiriakou concluiu que o AIPAC deveria ser forçado a se registrar como agente estrangeiro. “Se eu tive que me registrar, então o AIPAC deveria se registrar.”

TUCKER CARLSON: “O Ocidente Fez com que a Ucrânia Deixasse de Existir como Nação”

Tucker Carlson, ex-arauto de Trump e agora ferrenho opositor, afirmou que o Ocidente levou a Ucrânia à ruína, prolongando uma guerra que não pode ser vencida. “A Ucrânia deixará de existir. Esse processo é irreversível”, disse. Carlson apontou que o lobby neoconservador prolongou o conflito às custas dos contribuintes americanos, enquanto corporações ocidentais se apropriam das terras agrícolas ucranianas. A declaração é um marco na virada de Carlson contra o establishment de Washington — e um sintoma do colapso do consenso que sustentou a guerra por procuração contra a Rússia.

A GUERRA MODERNA E O NOVO PARADIGMA DOS DRONES: O Caso Hezbollah

Drones FPV de US$ 500 estão destruindo tanques Merkavade de US$ 5 milhões no sul do Líbano. Em 26 de março, 21 tanques foram destruídos em 24 horas. O sistemas de defesa aérea como o Iron Dome são inúteis contra pequenos quadricópteros que voam a 2 metros do chão. O Hezbollah também desenvolveu drones guiados por fibra ótica — imunes a guerra eletrônica, indetectáveis. A incursão terrestre israelense estagnou. O mesmo padrão se repete na Ucrânia e no Mar Vermelho (onde drones iranianos forçaram um porta-aviões americano a recuar). A China respondeu com um navio porta-drones. A Rússia desenvolve sistemas a laser e de multi-disparos. A guerra mudou. A relação de custo é absurda: US$ 500 contra US$ 5 milhões, cada um.

KIRIAKOU: “Trump Ignorou a CIA e Seguiu as Ordens de Israel”

Ex-agente da CIA e denunciante revela a Tucker Carlson que a inteligência americana não viu ameaça no Irã. “As pessoas com quem falo na agência dizem especificamente que não.” A decisão de Trump de atacar foi baseada em informações israelenses. E a pergunta que fica é: por que um presidente acredita em uma agência estrangeira em vez da sua própria?

MEARSHEIMER: “Trump Foi Enganado por Netanyahu e pelo Mossad. A Estratégia era Fadada ao Fracasso.”

Em entrevista ao Juiz Andrew Napolitano, John Mearsheimer afirmou que a estratégia de guerra contra o Irã — uma campanha de “choque e pavor” baseada na decapitação do regime — era “fadada ao fracasso”. “Não há registro histórico de uma campanha aérea, por si só, ter derrubado um regime”, disse. Praticamente todos os conselheiros de Trump alertaram contra a ideia, mas o presidente foi enganado por Netanyahu e pelo chefe do Mossad, David Barnea. O general Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, alertou que os EUA não tinham capacidade e que esgotariam o seu arsenal — e é exatamente onde estamos. O Irã apresentou uma nova proposta de três pontos: paz primeiro, depois Ormuz, depois o nuclear. O tempo está a favor do Irã. Mearsheimer alertou para a possibilidade de Israel usar armas nucleares contra o Irã — e de a Rússia fazer o mesmo na Ucrânia. “O futuro é sombrio”, concluiu.

O Desmoronamento da Fantasia: Como a Guerra de Trump Expôs a Fragilidade Americana

A narrativa de uma vitória fácil e da “destruição” total do Irã promovida pela administração Trump ruiu. Um relatório da NBC News, confirmado por outras fontes, revela que o Irã causou danos estimados, de forma conservadora, provavelmente falsa, em US$ 5 bilhões às bases americanas em sete países do Golfo, incluindo a destruição de radares de ponta e o bombardeio de uma base no Kuwait por um caça F-5 iraniano – um feito militar sem precedentes em anos.

A guerra de 40 dias, que custa US$ 1 bilhão por dia, já consumiu mais de 1.000 mísseis Tomahawk e até 2.000 interceptadores, e o Pentágono precisará de até seis anos para reabastecer seus arsenais. Enquanto isso, o chanceler iraniano se reúne com Putin na Rússia em busca de apoio, e os países do Golfo repensam a presença de bases americanas em seus territórios, que os tornaram alvos.

A DEMOGRAFIA E A “GRANDE ISRAEL”: Israel Sangra em População e Economia Enquanto Netanyahu Persegue um Sonho

Milhares de israelenses protestaram em Tel Aviv contra Netanyahu, exigindo eleições antecipadas e uma política de paz. Paralelamente, dados oficiais mostram emigração líquida recorde: mais israelenses estão deixando o país do que retornando. A idade média dos emigrantes é de 31 anos — jovens qualificados estão fugindo. A fuga de cérebros duplicou desde o início da guerra, com mais de 3.500 cientistas e pesquisadores deixando Israel. A economia está em frangalhos: danos bilionários à infraestrutura, gastos militares astronômicos; a reconstrução do país exigirá bilhões. A longo prazo, a questão demográfica é inexorável: a população árabe e palestina cresce mais rápido do que a judaica israelense. O expansionismo que começou em 1948 pode estar destruindo o próprio Estado que pretende se expandir à custa de genocídios e limpeza étnica dos vizinhos.