Não é patrocínio: PF apura corrupção com dinheiro de Vorcaro para “Dark Horse”

Esse é o título dado à notícia pelo Diário do Centro do Mundo, que o PolitikBr vai discutir agora.

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Por PolitikBr I Brasília, Em 30/08/2026, 09h:12min, leitura: 5min

Editor: Rocha, J.C.

Essa é uma análise documental. Para visualizar “o todo” recomendamos a leitura dos demais artigos e publicações relacionadas, que se somam ao tema de hoje. Boa leitura

As evasivas de Flávio Bolsonaro não convenceram nem o STF — e nem a PF

O senador, e pré-candidato à Presidência em 2026, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentou enterrar o rumoroso caso “Dark Horse” como sendo “página virada”. Dá um Google, teria dito ele aos que cobram explicações. Mas o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal pensam diferente. E as investigações estão apenas começando.

O que está em jogo

R$ 61 milhões de R$ 134 milhões pedidos. Esse é o valor que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, repassou para a produção do filme “Dark Horse” — uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O dinheiro, segundo as investigações, foi enviado para um fundo nos Estados Unidos chamado Havengate, controlado por aliados do deputado Eduardo Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro classificou o montante como “investimento privado” e afirmou não ter responsabilidade sobre o destino dos recursos. Afirmou também que a prestação de contas já teria sido “vazada” nos autos de um inquérito e sugeriu à imprensa: “Dá um Google.” A promessa foi feita em maio: em 30 dias, tudo seria esclarecido. Mais de três meses se passaram, e o que se viu, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, foram respostas evasivas e irritação por parte do candidato quando o assunto é levantado.

STF diz: não é página virada

O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a Polícia Federal a abrir um inquérito para investigar os repasses financeiros ao filme “Dark Horse”. A decisão atendeu à pedido dos investigadores para apurar possíveis indícios de crime no financiamento da produção. Antes mesmo disso, o ministro Flávio Dino já havia autorizado a PF a investigar o repasse de emendas parlamentares à empresas vinculadas à produtora do filme.

Ou seja: dois ministros do STF, em momentos diferentes, deram aval à PF para apurar o caso. A defesa de Flávio já acionou o tribunal pedindo que as investigações sejam concentradas no gabinete de Mendonça, já que o ministro foi indicado ao STF pelo pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 03 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, e que Flávio pretende anistiar, se acaso for eleito.

PF vê indícios de corrupção

Segundo a reportagem do Diário do Centro do Mundo, a PF vê indícios de corrupção no dinheiro que Vorcaro deu a Flávio Bolsonaro, supostamente usado no filme “Dark Horse”. A corporação vai rastrear o financiamento e a rota dos recursos, após a autorização do STF.

O contexto é agravado pelo fato de Daniel Vorcaro estar preso, acusado de ser o pivô da maior fraude financeira da história do Brasil, com um custo estimado à sociedade em R$ 60 bilhões (US$ 12 bilhões). 

As investigações apontam que Flávio pediu pessoalmente os repasses à Vorcaro. O senador inicialmente negou, dizendo ao repórter que a ele questionava, que ele era “militante”. Depois – diante de provas irrefutáveis – admitiu o pedido do dinheiro, alegando ser um caso de “financiamento privado”. A PF talvez veja essa história de maneira diferente, não é mesmo? Já que está investigando se essa montanha de dinheiro – muito além do usual para qualquer documentário do gênero – tenha sido mesmo usada no tal Dark Horse, ou se serviu à fins corruptos.

O que Flávio teme revelar?

Há um ditado popular que diz: “Quem não deve não teme.” O senador, o “garoto de Trump” às eleições presidenciais de 2026, parece temer o que pode vir à tona.

A PF está, agora, nos calcanhares dele e de “Dark Horse”. E se ele não se explicar, talvez seja pior.

Quer saber mais? Leia a matéria completa e, PF apura Flávio Bolsonaro e filme Dark Horse — Diário do Centro do Mundo

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