O Efeito Lula e a Falência Moral da Extrema Direita: de Bolsonaro a Tarcísio

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Por PolitikBr I Brasília, Em 10/10/2025, 15h:50, Leitura: 6 min

Há momentos na história política em que as máscaras caem. O Brasil vive um desses momentos. A tentativa desesperada da extrema direita de preservar os privilégios das elites — enquanto posa de defensora da moral e da liberdade — colide com a realidade nua e crua de um povo que acordou. O mesmo povo que viu seu prato voltar a ter comida, seu salário comprar mais e sua dignidade ser restaurada, agora enxerga com nitidez o contraste entre o projeto social de Lula e o cinismo da extrema direita de Tarcísio de Freitas, Sósthenes Cavalcante e companhia.

Desde que o governo Lula retomou as rédeas do Estado em 2023, os indicadores econômicos desmontam o discurso fatalista da oposição. A inflação está controlada, o desemprego é o menor dos últimos dez anos e o custo da cesta básica caiu em 22 capitais em setembro. A economia, longe do caos que pregavam os “profetas do desastre”, resiste, cresce e distribui — contrariando os que apostaram na sabotagem e no colapso.

Enquanto isso, a extrema direita se mostra moralmente falida. Tarcísio de Freitas, travestido de gestor técnico, defende abertamente os interesses do capital financeiro e das elites, se colocando na posição do articulador que foi central, junto ao Centrão, na derrubada da MP que iria trazer o mínimo de justiça fiscal ao Brasil, pela maior taxação de impostos aos ricos, às Fintch´s e às Casas de Apostas (BET´s); blindando assim os bilionários de uma tributação justa, penalizando mais e mais os que menos tem. Seu discurso “modernizador” nada mais é que um verniz para perpetuar a desigualdade.

A pregação moralista de figuras como Tarcisio e Sósthenes Cavalcante — defensor de anistia aos golpistas e inimigo ferrenho de qualquer política social — mostra ainda a hipocrisia de um projeto que se diz cristão, mas que ignora o Evangelho quando este fala em justiça social.

O Brasil rejeita a anistia. O povo quer responsabilização. Quer ver os que atentaram contra a democracia responderem pelos crimes cometidos. A rejeição às pautas revisionistas e às tentativas de apagar o 8 de janeiro é um recado direto: a sociedade brasileira não está disposta a reviver 1964. E é justamente esse sentimento de justiça que impulsiona Lula nas pesquisas. Segundo levantamento da Quaest, Lula lidera em todos os cenários para 2026, com ampla vantagem sobre qualquer nome da extrema direita.

Mas o que explica essa força? Não é apenas carisma ou memória afetiva — é resultado concreto. O chamado “efeito Lula” está nos números e nas ruas. A economia real respira, as famílias voltaram a consumir e há políticas, de novo, voltadas para o trabalhador. A defesa de uma tributação mais justa, – taxação de milionários e bilionários, fintechs, bancos digitais e Bet´s -, encontra eco entre a população. “Esse país não pode continuar sendo um paraíso fiscal para quem lucra bilhões e um inferno para quem trabalha”, disse Lula recentemente.

Enquanto o presidente fala de justiça tributária, o discurso da extrema direita, na prática, se resume a proteger o privilégio dos mais ricos e cortar direitos dos mais pobres. A agenda é clara: privatizar o que resta de público, enfraquecer o Estado, e entregar o patrimônio nacional a grupos estrangeiros sob o pretexto da eficiência.

Mas o povo está vendo. E a consciência popular — tantas vezes subestimada — começa a se traduzir em rejeição massiva. Como mostrou o artigo Ascensão da Rejeição: Lula Dispara, Bolsonaros Afundam, a extrema direita perdeu o monopólio da narrativa. O desgaste é moral e ético. O discurso de ódio, o negacionismo e a manipulação religiosa — pilares do bolsonarismo — já não mobilizam com a mesma força. Basta ver os sucessivos fracassos em levar público às manifestações à favor da anistia a Bolsonaro, pelo país.

O eleitor percebeu que e extrema direita lhe engabela, lhe mente o tempo todo. Que os parlamentares bolsonaristas são políticos oportunistas que pregam “liberdade” da boca prá fora. Porque a real liberdade é poder alimentar sua família, ter saúde, educação de qualidade, segurança, bons empregos e um futuro. Essa gente mentirosa não oferece nada disso. A sua “moralidade” deturpada serve apenas a seus próprios interesses pessoais, mesquinhos. Eles não tem um projeto de país. Nada a favor do povo.

Tarcísio tenta se vender como alternativa “equilibrada” — o homem de terno e planilha que não grita como Bolsonaro. Mas o conteúdo é o mesmo. Por trás do figurino tecnocrático, há o mesmo projeto de poder autoritário e antipopular. É o mesmo filme, com outro ator — mas o roteiro continua sendo o da subserviência ao capital e o desprezo pelo povo.

O governo Lula, com todos os seus desafios, representa hoje o último dique contra a destruição completa do pacto social brasileiro. Lula vem reconstruindo o Estado de bem-estar num país onde a elite sempre quer Estado mínimo — mínimo para os pobres e máximo para os seus privilégios. E é essa diferença que se tornará o divisor da eleição de 2026: de um lado, um projeto de país que busca redistribuir riqueza e consolidar direitos; do outro, uma elite histérica, travestida de “empreendedora”, defendendo o retorno ao abismo social.

O Brasil está mais maduro. Entendeu que meritocracia sem justiça é apenas a manutenção do privilégio. Que liberdade sem igualdade é privilégio de poucos. E que quem grita contra o aumento de impostos para bilionários não defende liberdade — defende o próprio bolso.

Se a eleição de 2026 confirmar o que as ruas já dizem, será mais que uma vitória política. Será um ato moral de reparação — um basta histórico à hipocrisia da extrema direita brasileira.


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