O ministro Edson Fachin, presidente do STF, determinou que André Mendonça, relator dos casos Master e Dark Horse, quebre o sigilo de todos os documentos ligados à Petição 15.556 e à Operação Compliance Zero em 24 horas. A decisão atende à pedido da PGR, que apontou que Mendonça havia liberado apenas parte dos procedimentos (já de conhecimento de todos), mantendo sob sigilo “grande parte” das investigações correlatas — incluindo o inquérito do Dark Horse, que envolve o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro.
Alexandre de Moraes acusou Mendonça de ter feito uma “escolha seletiva”, liberando apenas o que lhe era conveniente.
Gilmar Mendes pediu que Fachin assuma a relatoria dos casos e adie a sessão de 15 de setembro.
Mendonça também negou ao ministro Cristiano Zanin o acesso integral aos dados do celular de Daniel Vorcaro, alegando risco à investigação.
O caso expõe a crise de credibilidade do STF e a disputa em torno do que o público pode ver ou não, pela resistência do atual relator, que deve ser substituído à bem da transparência da atuação do STF.