Gasolina a US$ 4,03 — o Preço da Guerra de Trump contra o Irã

Enquanto as campanhas para as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos esquentam, os norte-americanos enfrentam uma realidade amarga nos postos de gasolina. O preço médio nacional da gasolina deve atingir US$ 4,03 por galão no feriado do Dia do Trabalho (07 de setembro). Um escandaloso presente de Trump ao trabalhador.

O que explica essa disparada? A resposta, em grande medida, está no petróleo bruto, que voltou a ultrapassar US$ 90 por barril nesta semana, depois que novas escaramuças militares entre os EUA e o Irã reacenderam os temores da interrupção completa no abastecimento global, através Estreito de Hormuz.

Tailândia Vê o BRICS como Plataforma Estratégica para Ampliar Comércio, Investimentos e Cooperação Econômica

Com base na entrevista exclusiva do vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Tailândia, Sihasak Phuangketkeow, à TV BRICS, este artigo analisa a visão do país sobre o bloco como plataforma estratégica para ampliar comércio e investimentos. A reportagem original foi publicada pelo Brasil 247.
O tabuleiro geopolítico global ganha mais um movimento calculado. Enquanto o Ocidente se debruça sobre as próprias crises, a Tailândia — até pouco tempo vista como um país alinhado ao bloco ocidental — dá um passo firme em direção ao Sul Global.

Trump contra Carney: o Canadá finalmente diz não a Washington. E o Brasil?

Este artigo do PolitikBr comenta a decisão do Canadá de retaliar as tarifas de 50% impostas pelos EUA, sob a liderança firme de Mark Carney. O texto contrasta a postura canadense com a cautela do governo Lula no Brasil, que iniciou um processo de reciprocidade, mas ainda não agiu com a mesma ousadia. O artigo defende que o Brasil deveria seguir o exemplo canadense e retaliar abertamente, utilizando a sua Lei de Reciprocidade Econômica, e que a passividade só encoraja novas pressões dos EUA. A análise conclui que a atitude de Carney serve de modelo para todos os países que sofrem coerção econômica.

Opinião: A Subserviência de Flávio Bolsonaro e a Cobiça dos EUA pelo Pix Desenham o Novo Tarifaço

Flávio Bolsonaro e o Preço da subserviência
A troca de cartas entre Flávio Bolsonaro e Marco Rubio expôs a subserviência aos EUA do candidato da extrema direita à presidência do Brasil, em 2026. A motivação central do “tarifaço” americano é econômica: a ameaça que o Pix representa para as empresas de cartão de crédito dos EUA. Em sua carta, Flávio Bolsonaro não apenas pediu a suspensão das tarifas – do qual ele é acusado de ir aos EUA negociar, em caso de derrota – como ofereceu uma “equipe de transição” a Trump, caso fosse eleito, um ato de submissão e interferência inaceitável. A resposta de Rubio, ao mesmo tempo que agradeceu o apoio, e chamou a oferta de “generosa”, foi implacável quanto às tarifas, listando o Pix e outras “diferenças substanciais” como motivos para a investigação . O governo Lula, em contrapartida, busca uma negociação diplomática técnica, mantendo a dignidade do país. O episódio mostra a degradação da política externa brasileira e a defesa do interesse nacional sendo trocada por vantagens eleitorais, enquanto a soberania do país é colocada em risco.

Senado dos EUA Amarra as Mãos de Trump: Uma Derrota Política e Constitucional

O Senado dos EUA aprovou uma resolução que ordena ao presidente Trump que suspenda todas as ações militares contra o Irã. Votaram a favor 50 senadores, contra 48 votos contrários. A medida, que já havia passado pela Câmara, é a primeira do tipo na história, e contou com o apoio de quatro senadores republicanos. Embora simbólica e que não tem poder de lei, a votação representa um claro revés político à Trump, e evidencia as fissuras no Partido Republicano. O conflito sobre a constitucionalidade da resolução deve ser decidido nos tribunais. O movimento legislativo reflete o crescente desgaste da política externa trumpista para o Irã, marcada por contradições e ameaças constantes de rompimento do acordo firmado em Versalhes.

Reinaldo Azevedo: “Lula Estadista, Flávio (Bolsonaro) Entreguista

O jornalista Reinaldo Azevedo expõe uma disputa que vai além da política eleitoral: de um lado, Lula representa um Brasil soberano, capaz de se relacionar com potências e blocos internacionais sem submissão; de outro, Flávio Bolsonaro simboliza uma visão subalterna, alinhada à dependência ideológica e geopolítica. O escândalo envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master aprofundou a crise de credibilidade de Flávio, que teria negociado valores milionários ligados ao filme sobre Jair Bolsonaro e viu sua imagem ser atingida por áudios, mensagens e suspeitas de novos desdobramentos.

A consequência política foi imediata: pesquisas divulgadas após a crise indicaram vantagem ampliada de Lula sobre Flávio, sugerindo que o episódio corroeu a narrativa de força da extrema direita. Mais do que um escândalo pontual, o caso revela uma estrutura de poder marcada por dependência, oportunismo e degradação moral.

O Porquê os Mísseis do Irã Condenam Trump a um Blefe Estratégico

Neste artigo, o PolitikBr mergulha na excelente entrevista do ex-inspetor da ONU, Scott Ritter, para expor a fragilidade estratégica dos EUA diante do Irã. Enquanto Trump ameaça com “navios grandes”, Ritter revela que a defesa aérea americana é insuficiente e que os modernos mísseis iranianos tornaram os porta-aviões obsoletos. A análise detalha a doutrina nuclear americana (que prevê retaliação atômica se um porta-aviões for afundado) e o contra-argumento devastador: isso levaria a uma troca de golpes nucleares com a Rússia e a China, aliadas de Teerã. Concluímos que, apesar da retórica, Trump não atacará o Irã, pois o custo político e existencial é impagável. O artigo contextualiza ainda a crise dos tratados de controle de armas e a nova realidade multipolar que amarra as mãos de Washington.

Douglas Macgregor: A Armadilha da Venezuela Sai Pela Culatra

Washington comemorou cedo demais.
Para o coronel Douglas Macgregor, a captura de Maduro repete os erros do Iraque e da Líbia: remove o líder, ignora o poder real e semeia o caos.
Sem tropas, sem plano e com economia exaurida, os EUA criaram mártires, fortaleceram inimigos e provocaram um desastre que voltará em forma de instabilidade e migração em massa.
A armadilha da Venezuela saiu pela culatra.

Netanyahu Tece a sua Redenção Sobre os Escombros de Gaza

Em um palco global ensanguentado, Benjamin Netanyahu, o homem que por anos vem definindo a política israelense com mãos de ferro e retórica inflexível, curva-se. Não perante as vítimas de Gaza, cujo número se perde na casa das dezenas de milhares, mas perante a instituição presidencial de seu próprio país, em um pedido formal de clemência

Trump abandona o bolsonarismo e abraça a realpolitik

O bolsonarismo acreditou que a amizade ideológica com Donald Trump garantiria influência e proteção, mas o pragmatismo da realpolitik falou mais alto. Enquanto Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo alimentavam discursos conspiratórios, o governo Trump mostrou que seus interesses comerciais valem mais do que afinidades políticas. O encontro entre o chanceler Mauro Vieira e autoridades americanas expôs o isolamento dos seguidores de Jair Bolsonaro e demonstrou que, no jogo diplomático, os “adultos” tomaram o assento à mesa — deixando os extremistas à margem.