A crise do Banco Master ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira.
Edson Fachin havia inicialmente solicitado a André Mendonça o compartilhamento e a retirada do sigilo dos procedimentos relacionados à Petição 15.556 e à Operação Compliance Zero. Mendonça liberou parte do material.
O problema é que a abertura não teria abrangido todo o universo da investigação.
A Procuradoria-Geral da República apontou que permanecia de fora “grande parte” dos procedimentos relacionados à investigação mais ampla do caso Master. Alexandre de Moraes também havia questionado a existência de uma abertura seletiva dos documentos.
Diante disso, Fachin acolheu o pedido da PGR e estabeleceu prazo de 24 horas para que Mendonça encaminhe aos demais ministros todos os procedimentos relacionados ao caso, levantando o sigilo, com exceção apenas de diligências cuja divulgação possa prejudicar as investigações.
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André Mendonça – o “Terrivelmente Evangélico”: A Delação que Pode Implodir o Clã Bolsonaro
O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, operador financeiro de Daniel Vorcaro, fechou um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 8 de agosto de 2026. Em sua delação, ele revelou ter movimentado cerca de R$ 1,3 bilhão (US$ 260 milhões) para Vorcaro entre 2020 e 2025, com valores entregues, em malas, de R$ 1 milhão à 1,5 milhão.
O ponto central da delação: os repasses milionários ao Havengate Development Fund, fundo sediado no Texas, que financiou (?!) o filme “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro. Um documentário chinfrim, com um orçamento digno de grandes produções hollywoodianas, o que levantou suspeitas de lavagem de dinheiro, e outros crimes associados. Cabe ao ministro André Mendonça aceitar ou não aceitar a delação.
O Cofre, o Filme e o Herdeiro: Mais um caso de Corrupção dos Bolsonaro´s?
O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a Polícia Federal a investigar o financiamento do filme Dark Horse, suspeito de ter recebido R$ 61 milhões desviados do Banco Master. A decisão, tomada 48 horas antes da convenção que lança Flávio Bolsonaro candidato à Presidência em 2026, conecta o banqueiro Daniel Vorcaro aos filhos do ex-presidente. A investigação apura se o dinheiro, que transitou por um fundo no Texas, gerido por um advogado de Eduardo Bolsonaro, financiou o padrão de vida do deputado no exterior. Flávio reagiu como vítima de perseguição, mas analistas apontam que a PF já reúne elementos para indiciá-lo por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas — um carimbo que pode chegar antes do início da propaganda eleitoral. O caso expõe o modus operandi da corrupção da extrema direita brasileira, que usa projetos de propaganda política como veículos de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.
Dossiê Flávio Bolsonaro e o “Esqueleto Que Saiu do Armário”: O Caso do “Hard Horse Movie” e os R$ 61 milhões Desaparecidos
Internacional, Geopolítica, Economia PolitikBr é uma mídia independente. Informar não é “torcida”. Não é distorcer, manipular ou mentir. As pessoas. Talvez você, queira, como eu, […]
Os “Esqueletos no Armário” de Flávio Bolsonaro, o Cara Que Quer Ser Presidente do Brasil
Há algo profundamente errado — e ao mesmo tempo revelador — na política brasileira de 2026. Enquanto o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, é aplaudido por fazer o óbvio — demitir apadrinhados, cortar shows milionários e cancelar títulos podres —, o senador Flávio Bolsonaro caminha tranquilamente para ser o candidato da extrema direita à Presidência da República. Não por seus feitos, não por sua biografia. Mas por falta de uma opção viável política.
Turbulência no “Santo Mundo” Evangélico: Damares x Mafalaia
A cena é tão surreal quanto elucidativa.
De um lado do ringue, o pastor Silas Malafaia, radical, voz estridente e com um império midiático construído na direita evangélica.
Um autêntico exemplo de sucesso da “Teologia da Prosperidade”, – assim como outros tão os mais famosos, como o bispo Edir Macedo, o pastor R.R. Soares e outros tantos, menos cotados e ricos, – lança um desafio em tom de praça pública: “Ou a senhora dá os nomes, ou a senhora é uma leviana linguaruda!”. Aos berros, claro. Marca registrada de Malafaia.
Do outro, a senadora Damares Alves, outrora ministra da Família no governo Bolsonaro e ícone do mesmo campo, agora relatora de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) que expõe as vísceras de um esquema de fraude bilionário.
Malafaia em surto: berros, medo e ameaças
O pastor Silas Malafaia voltou à cena pública com gritos, berros e ataques, como se o destempero pudesse intimidar a Justiça. Arrogante nos púlpitos, ele agora mostra sinais de pânico — especialmente após o escândalo recente que revelou Jair Bolsonaro movimentando R$ 30,5 milhões entre 2023 e 2024, e R$ 44 milhões até junho de 2025 segundo relatório da Polícia Federal.
Bolsonaro e a “Máquina de Dinheiro”
Jair Bolsonaro, o aliado preferido do bilionário Donald Trump, após sair da presidência, se tornou personagem principal em um verdadeiro escândalo financeiro. Entre março de 2023 e fevereiro de 2024, o ex-presidente movimentou mais de R$ 30,5 milhões em suas contas bancárias, se considerarmos dois anos, isto é, até 2025, a soma sobe para impressionantes R$ 44 milhões; segundo relatório da Polícia Federal fundamentado por dados do Coaf.