Gasolina a US$ 4,03 — o Preço da Guerra de Trump contra o Irã

Enquanto as campanhas para as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos esquentam, os norte-americanos enfrentam uma realidade amarga nos postos de gasolina. O preço médio nacional da gasolina deve atingir US$ 4,03 por galão no feriado do Dia do Trabalho (07 de setembro). Um escandaloso presente de Trump ao trabalhador.

O que explica essa disparada? A resposta, em grande medida, está no petróleo bruto, que voltou a ultrapassar US$ 90 por barril nesta semana, depois que novas escaramuças militares entre os EUA e o Irã reacenderam os temores da interrupção completa no abastecimento global, através Estreito de Hormuz.

Combustível, Soberania e Lucro: A Geopolítica do Preço na Bomba – Caso Brasil e Estados Unidos

Este artigo compara a resposta do governo Lula à crise dos preços dos combustíveis, deflagrada pela guerra no Oriente Médio, com a postura do governo Trump nos EUA. Enquanto o Brasil, usando o controle majoritário da Petrobras (50,26% das ações), implementou subsídios via devolução de tributos, utilizando os royalties e dividendos extraordinários para “segurar” o preço na bomba, os EUA sofreram um impacto inflacionário severo, com preços da energia disparando. O texto argumenta que a presença do Estado como controlador de setores-chave é vital para amortecer choques, ao passo que a lógica privada prioriza o lucro, como visto na recusa de grandes distribuidoras em aderir aos subsídios brasileiros. Critica-se a agenda privatista de inspiração neoliberal, destacando que a Europa tem reestatizado serviços essenciais (como água e esgoto) após perceberem aumentos abusivos e falhas na modelagem, enquanto o Brasil insiste no caminho oposto, arriscando perder sua capacidade de proteger o cidadão.

A economia brasileira resiste e cresce: mérito, não sorte

O discurso da “sorte de Lula” morreu. Morreu porque os números do sucesso do seu governo gritam mais alto do que a retórica inflamada de quem torce contra o país. Enquanto os profetas do caos — de Paulo Guedes aos editoriais da grande imprensa — anunciavam o apocalipse econômico que se instalaria se Lula fosse eleito, o Brasil se consolida como um dos mercados mais atrativos a investimentos do planeta.