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AS IDAS E VINDAS DE UM BELICISTA DESMIOLADO

AS IDAS E VINDAS DE UM BELICISTA DESMIOLADO

Trump prometeu guerra de quatro dias contra o Irã. Indo para o trigésimo dia, ele implora por cessar-fogo. A saga das últimas 72 horas expõe o desespero: Israel ataca Natanz; Irã responde atingindo o reator nuclear de Dimona, deixando 100 feridos. O Irã usa bombas de fragmentação (cluster bombs) que as defesas israelenses não conseguem interceptar — 19 mísseis já atingiram áreas urbanas. Trump dá ultimato de 48 horas para o Irã abrir Ormuz; Irã ameaça destruir todo o Golfo, se a ilha de Kharg for atacada. Trump recua, anuncia “tregua de 5 dias” e mente sobre negociações. Irã desmente publicamente. A economia americana colapsa com petróleo a US$ 6 o galão e estoques para duas semanas. Trump perde a guerra que prometeu vencer em quatro dias.

O FANTASMA DE NETANYAHU: Morto, Vivo ou Refém de um Golpe?

John Helmer, analista de geopolítica, analisa os estranhos vídeos de Benjamin Netanyahu (café, discurso, conversa com garotas) e aponta sinais de fabricação: o gole que não desce, o capuccino que não muda, a jaqueta usada por dias. Mais do que provar que Netanyahu está vivo, os vídeos mostram que ele não está no comando. Helmer levanta a hipótese de um golpe militar silencioso em Israel, orquestrado pelos generais israelenses com anuência dos EUA, para remover o obstáculo que Netanyahu se tornou para um cessar-fogo.

O Golfo em Chamas: Trump Ordena a Israel Parar, Mas o Estrago Está Feito

Israel atacou o campo de gás South Pars, no Irã, o maior do mundo, sem avisar os EUA. Trump reagiu publicamente, ordenando a paralisação dos ataques e expondo uma fratura na aliança. O Irã respondeu com mísseis contra o coração energético do Catar (Ras Laffan), causando danos extensos e reduzindo a exportação de GNL do país em 17%. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes também foram atacados. O preço do petróleo disparou para US$ 110, a inflação global acelera, e a base política de Trump se revolta. Netanyahu, desesperado, age por conta própria, sabotando as negociações secretas de Trump para um cessar-fogo. O Irã dita os termos e vence a guerra de exaustão.

A FARSA DA VITÓRIA: Trump Negocia em Segredo Enquanto o Irã Dita os Termos

Enquanto Donald Trump proclama vitória e diz que os iranianos “imploram para negociar”, a realidade é oposta. Reportagem da Drop Site News revela negociações secretas em Omã, onde o Irã, em posição de força, exige garantias de longo prazo, o fim da presença militar dos EUA na região e a cessação das sanções. Israel sangra com suas defesas exauridas, a opinião pública americana (inclusive a base “America First”) se revolta contra a guerra, e a economia dos EUA sofre com a inflação e o preço dos combustíveis. Trump, desesperado por uma saída antes das eleições, enfrenta um Irã que não tem pressa e dita os termos. A farsa da vitória ruiu.

O IMPÉRIO RACHADO: Chefe Antiterrorista dos EUA Renuncia e Denuncia a Mentira da Guerra

Em 17 de março, Joe Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA e veterano de 11 missões de combate, renunciou em protesto contra a guerra no Irã. Em carta a Trump, Kent afirmou que o Irã não representava ameaça iminente e que os EUA foram levados à guerra por “pressão de Israel e seu poderoso lobby”, numa “campanha de desinformação” que repetiu as mentiras que levaram à guerra do Iraque em 2003. Kent, cuja esposa morreu em combate na Síria, é a primeira baixa política de alto escalão da administração. Sua renúncia expõe a fratura no campo “America First” e valida as análises que apontavam para a ausência de justificativa real para o conflito, enquanto no terreno o Irã vence a guerra de exaustão e o preço da gasolina nos EUA dispara.