CRIMINALIZAR A DISSIDÊNCIA: Como o Lobby Pró-Israel Tenta Silenciar o Mundo — e o Isolamento Global de Israel

Originalmente, “semita” refere-se a um grupo linguístico (judeus, árabes, arameus, etc.), e o termo “antissemitismo” foi cunhado no século XIX para designar especificamente o preconceito contra judeus.

A definição mais influente hoje é a da IHRA e foca exclusivamente nos judeus. Isso, provavelmente, se deve aos esforços dos lobbies sionistas, ao longo do tempo. Portanto, o combate ao antissemitismo é usado politicamente, o que acaba por excluir os palestinos da proteção e, até, criminalizar a defesa de seus direitos.

Então, o problema não deve ser só proteger os judeus do ódio, mas sim coibir que essa proteção seja expandida para sufocar a defesa dos direitos palestinos.

Um estudante que diz “Israel comete apartheid” ou que defende o boicote a Israel pode ser acusado de antissemitismo sob a lei americana, por exemplo. Entretanto, a lei não protege um palestino que sofre racismo; ao contrário, ela é usada para punir palestinos e ativistas pró-palestinos por expressarem as suas opiniões políticas e denunciarem violações de direitos humanos. Isso é um brutal e vergonhoso paradoxo.

Scott Ritter: O Horrendo Assassinato das Crianças de Minab

Scott Ritter, ex-oficial de inteligência dos Fuzileiros Navais dos EUA, descreveu o ataque a uma escola em Minab, Irã: o primeiro míssil atingiu o prédio; os professores levaram as crianças para o salão de orações, considerado o local mais seguro; os operadores americanos viram a aglomeração de crianças em suas câmeras e ordenaram o segundo míssil. 165 meninas (entre 6 e 12 anos), a diretora e professoras foram mortas. “Foi um ato deliberado de assassinato”, disse Ritter. O mesmo padrão de brutalidade aparece no vídeo do Wikileaks de 2007: pilotos americanos matam jornalistas e civis no Iraque, confundindo câmeras com rifles, e trocam gracejos: “Olha aqueles bastardos mortos. Legal.” “Bom serviço. Muito obrigado.” Ritter conclui: “Somos o mau da história.”

NUREMBERG: Mearsheimer Diz que Trump, Biden e Netanyahu Seriam Enforcados por Genocídio

O professor John Mearsheimer, da Universidade de Chicago, afirmou que, se houvesse um novo tribunal de Nuremberg, Joe Biden, Donald Trump, Benjamin Netanyahu e os seus principais tenentes seriam condenados e enforcados por genocídio. Em palestra no Arab Center Washington DC, Mearsheimer disse que os EUA são cúmplices do genocídio em Gaza e que a guerra contra o Irã foi um “erro colossal” que saiu pela culatra. Ele listou as perdas militares americanas (piores desde o Vietnã), a impossibilidade de vencer uma guerra de desgaste contra o Irã, e o dilema de Trump: sem saída, exceto admitir derrota. Alertou ainda para a possibilidade real de Israel usar armas nucleares contra o Irã, com a conivência americana. “Israel é um albatroz no pescoço da América”, concluiu.

VÍDEO: A VOZ QUE QUEREM CALAR. Professor Seyed Marandi e a Verdade sobre a Guerra

Dramatização do artigo do PolitikBr; A VOZ QUE QUEREM CALAR: Professor Seyed Marandi e a Verdade sobre a Guerra.
https://politikbr.org/2026/03/26/a-voz-que-querem-calar-professor-seyed-marandi-e-a-verdade-sobre-a-guerra/

A VOZ QUE QUEREM CALAR: Professor Seyed Marandi e a Verdade sobre a Guerra

Seyed Mohammad Marandi, professor da Universidade de Teerã e sobrevivente de ataques químicos na guerra Irã-Iraque, tornou-se alvo de uma campanha criminosa online que arrecada um milhão de dólares para seu assassinato. Em entrevista, ele denuncia o silêncio cúmplice da mídia ocidental, que trata crimes de guerra americanos e israelenses como “erros não intencionais”, enquanto censura vozes críticas. Marandi revela que Arábia Saudita, Emirados e Catar financiam a guerra contra o Irã, repetindo o padrão de 1980, quando financiaram Saddam Hussein. O Irã não aceitará cessar-fogo temporário — exige retirada das tropas americanas do Golfo, reparações e garantias de longo prazo. Se a guerra escalar, o Irã destruirá a infraestrutura de petróleo, gás e água dos regimes do Golfo e de Israel, mergulhando o mundo em depressão pior que a de 1929. Apesar das ameaças, Marandi resiste: “Quando adolescentes no Irã não se intimidam com mísseis americanos, eu não tenho direito de me intimidar.”