André Mendonça – O Terrivelmente Evangélico: Os Supostos Vícios da Atuação do Ministro Podem Levar à Anulação de Todos os Processos dos Casos INSS e Master

Este artigo da série “André Mendonça – O Terrivelmente Evangélico” detalha como a “atuação anômala” do ministro, apontada pela Polícia Federal, abriu caminho para uma enxurrada de pedidos de anulação e suspeição nos casos do INSS e do Banco Master. As revelações da jornalista Daniela Lima, do UOL, indicam que o ministro pode ter participado ativamente de negociações de delação premiada e que o afastamento do diretor-geral da PF pode ter sido um embaraço à Operação Dark Horse. A crise institucional no STF se aprofunda, com o presidente Edson Fachin estudando retirar os casos das mãos de Mendonça. O custo final pode ser o naufrágio de duas das maiores investigações de corrupção do país.

André Mendonça – O “Terrivelmente Evangélico”: Quem com ferro fere, com ferro será ferido

O feitiço virou contra o feiticeiro. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, tentou usar o inquérito do Banco Master para atingir o colega e ministro Alexandre de Moraes — e acabou se tornando alvo da própria armadilha.
Em 3 de setembro de 2026, Moraes encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, um pedido formal de investigação contra Mendonça, apontando a existência de “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade em relação à André Mendonça. A acusação central: Mendonça teria agido por “motivos políticos” para favorecer o seu próprio grupo, direcionando investigações contra Moraes, o presidente do Senado Davi Alcolumbre e o filho do presidente Lula, Lulinha.
O erro capital de Mendonça foi não seguir o rito processual. Enquanto Moraes pediu à Fachin que abrisse uma investigação — o procedimento correto —, Mendonça simplesmente a abriu por conta própria, determinando que agentes da PF lotados em seu gabinete produzissem um relatório contra o colega.

O Ministro “Terrivelmente Evangélico” e o Estado Policial Paralelo

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, está no centro de uma crise institucional que expõe, em detalhes, seu modus operandi como relator das operações Sem Desconto (INSS) e Compliance Zero (Banco Master). Relatórios de inteligência da Polícia Federal, obtidos e tornados públicos pelo ministro Alexandre de Moraes, revelam que Mendonça agiu como verdadeiro militante político, direcionando investigações contra adversários — incluindo Moraes, o senador Davi Alcolumbre e o filho do presidente Lula, Lulinha — enquanto blindava aliados como Dias Toffoli e Nunes Marques.

A Armadilha Constitucional de Hugo Motta: A Visão de um Jurista sobre o Risco da Cadeia

A manobra de Hugo Motta para protelar a cassação de Carla Zambelli e Alexandre Ramagem — ambos condenados com trânsito em julgado — não foi apenas uma provocação ao STF. Foi, nas palavras do renomado jurista Walter Maierovitch, um caminho perigoso que pode levar o próprio presidente da Câmara à cadeia por desobediência e obstrução de justiça.

Em artigo detalhado, explicamos por que a interpretação de Motta sobre a Constituição está errada, como o caso brasileiro difere radicalmente do de Marine Le Pen na França, e por que a insistência dele no caso Ramagem pode resultar em crime de responsabilidade e até prisão em flagrante.