A crise do Banco Master ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira.
Edson Fachin havia inicialmente solicitado a André Mendonça o compartilhamento e a retirada do sigilo dos procedimentos relacionados à Petição 15.556 e à Operação Compliance Zero. Mendonça liberou parte do material.
O problema é que a abertura não teria abrangido todo o universo da investigação.
A Procuradoria-Geral da República apontou que permanecia de fora “grande parte” dos procedimentos relacionados à investigação mais ampla do caso Master. Alexandre de Moraes também havia questionado a existência de uma abertura seletiva dos documentos.
Diante disso, Fachin acolheu o pedido da PGR e estabeleceu prazo de 24 horas para que Mendonça encaminhe aos demais ministros todos os procedimentos relacionados ao caso, levantando o sigilo, com exceção apenas de diligências cuja divulgação possa prejudicar as investigações.
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André Mendonça – O Terrivelmente Evangélico: Os Supostos Vícios da Atuação do Ministro Podem Levar à Anulação de Todos os Processos dos Casos INSS e Master
Este artigo da série “André Mendonça – O Terrivelmente Evangélico” detalha como a “atuação anômala” do ministro, apontada pela Polícia Federal, abriu caminho para uma enxurrada de pedidos de anulação e suspeição nos casos do INSS e do Banco Master. As revelações da jornalista Daniela Lima, do UOL, indicam que o ministro pode ter participado ativamente de negociações de delação premiada e que o afastamento do diretor-geral da PF pode ter sido um embaraço à Operação Dark Horse. A crise institucional no STF se aprofunda, com o presidente Edson Fachin estudando retirar os casos das mãos de Mendonça. O custo final pode ser o naufrágio de duas das maiores investigações de corrupção do país.
André Mendonça – O Terrivelmente Evangélico: Antecedentes e as “Jogadas de Vorcaro”
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, está no centro de uma crise institucional, sem precedentes, após a revelação de que se encontrou secretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em março de 2025. O encontro ocorreu na sede do ITER, instituto de cursos jurídicos fundado pelo próprio ministro, e não em seu gabinete oficial — o que já levanta suspeitas sobre a natureza da conversa.
Segundo investigações do jornalista Paulo Motoryn, divulgadas pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL) e pelo Jornal GGN, o ITER emitiu 37 notas fiscais em apenas três dias (entre 11 e 14 de março de 2025), incluindo o dia do encontro com Vorcaro. O caso expõe a tentativa de Mendonça de blindar a sua relação com o banqueiro enquanto, simultaneamente, usava o inquérito do Banco Master para atacar adversários políticos no STF, na PF e na PGR, como o colega e ministro Alexandre de Moraes
A reação de Mendonça foi de pânico: confirmou o encontro, anunciou sua saída do ITER e apresentou notas fiscais de R$ 26,4 mil para rebater suspeitas de que teria recebido ternos de presente de aliados de Vorcaro. Paralelamente, mobilizou lideranças evangélicas em seu apoio, resgatando a figura do ministro “terrivelmente evangélico” — rótulo que o acompanha desde sua indicação por Jair Bolsonaro.