O JORNAL “O ESTADO DE SÃO PAULO” E O CANDIDATO NANICO QUE APELA À MILEI, À TRUMP E À NETANYAHU

O editorial do jornal O Estado de S. Paulo chamou Flávio Bolsonaro de “candidato nanico”, criticando a sua aposta na “direita internacional” (Milei, Trump e Netanyahu) para disfarçar a fragilidade de sua candidatura. O jornal afirma que Flávio “só existe pelo sobrenome do pai” e que sua campanha “aposta no ultraje” para impulsionar as chances de vitória. Sem apoio do Centrão, sem vice, com problemas familiares e sob suspeita no escândalo do Banco Master, Flávio revelou seu “verdadeiro tamanho” na convenção do PL: minúsculo. O editorial conclui que o legado da família Bolsonaro é dar a Lula a chance de permanecer mais quatro anos no poder. “Imperdoável”, escreve o jornal.

A Pax Americana de Joelhos: O Acerto de Contas Irã-EUA e o Crepúsculo do Sionismo Estratégico

O recente anúncio de um acordo de paz entre o governo de Donald Trump e o Irã, mediado pelo Paquistão, marca a maior derrota geoestratégica dos EUA em décadas. Analisado sob a ótica realista do professor John Mearsheimer em entrevista a Tucker Carlson, o pacto demonstra que a retórica agressiva de Washington ruiu diante da resiliência de Teerã. Após o devastador ataque à Beirute, que ameaçou incendiar a região, Trump se viu forçado a ceder para evitar um conflito de proporções incalculáveis.

A grande humilhação geopolítica reside na exclusão total de Israel das negociações. Benjamin Netanyahu se encontra agora diante de um dilema paralisante: sabotar e humilhar publicamente o seu maior aliado, Donald Trump, ou admitir a derrota completa do projeto de dissuasão israelense. Enquanto o Irã celebra o alívio das sanções e a consolidação de sua influência regional, a Europa assiste impotente ao redesenho multipolar do Oriente Médio. Resta saber quais foram as concessões secretas desse pacto que enterra, definitivamente, a hegemonia unipolar ocidental.