A análise mostra como a política errática de Donald Trump está pressionando aliados históricos dos Estados Unidos a reconsiderarem a sua dependência em relação à Washington. A decisão de reduzir os exercícios militares com a Coreia do Sul, motivada também pela recusa de Seul em participar da guerra contra o Irã, fortalece o argumento sul-coreano em favor da recuperação do controle operacional de suas forças armadas. `
Embora esse processo seja anterior Trump, a atual instabilidade da política americana pode acelerá-lo. O resultado paradoxal pode ser uma Coreia do Sul mais autônoma — e, por extensão, uma Ásia cada vez menos dependente da liderança militar americana.
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O IMPÉRIO RACHADO: Chefe Antiterrorista dos EUA Renuncia e Denuncia a Mentira da Guerra
Em 17 de março, Joe Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA e veterano de 11 missões de combate, renunciou em protesto contra a guerra no Irã. Em carta a Trump, Kent afirmou que o Irã não representava ameaça iminente e que os EUA foram levados à guerra por “pressão de Israel e seu poderoso lobby”, numa “campanha de desinformação” que repetiu as mentiras que levaram à guerra do Iraque em 2003. Kent, cuja esposa morreu em combate na Síria, é a primeira baixa política de alto escalão da administração. Sua renúncia expõe a fratura no campo “America First” e valida as análises que apontavam para a ausência de justificativa real para o conflito, enquanto no terreno o Irã vence a guerra de exaustão e o preço da gasolina nos EUA dispara.
Trump acha que Carney é capacho dele
As relações entre os Estados Unidos e o Canadá, já abaladas pelas investidas de Trump sobre anexação territorial e hostilidades comerciais, chegaram ao fundo do poço com a nova ofensiva sobre a indústria naval canadense. Trump exigiu que o Canadá gaste cerca de US$ 20 bilhões em estaleiros dos EUA