André Mendonça – o “Terrivelmente Evangélico”: A Delação que Pode Implodir o Clã Bolsonaro

O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, operador financeiro de Daniel Vorcaro, fechou um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 8 de agosto de 2026. Em sua delação, ele revelou ter movimentado cerca de R$ 1,3 bilhão (US$ 260 milhões) para Vorcaro entre 2020 e 2025, com valores entregues, em malas, de R$ 1 milhão à 1,5 milhão.
O ponto central da delação: os repasses milionários ao Havengate Development Fund, fundo sediado no Texas, que financiou (?!) o filme “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro. Um documentário chinfrim, com um orçamento digno de grandes produções hollywoodianas, o que levantou suspeitas de lavagem de dinheiro, e outros crimes associados. Cabe ao ministro André Mendonça aceitar ou não aceitar a delação.

André Mendonça – O “Terrivelmente Evangélico”: Quem com ferro fere, com ferro será ferido

O feitiço virou contra o feiticeiro. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, tentou usar o inquérito do Banco Master para atingir o colega e ministro Alexandre de Moraes — e acabou se tornando alvo da própria armadilha.
Em 3 de setembro de 2026, Moraes encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, um pedido formal de investigação contra Mendonça, apontando a existência de “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade em relação à André Mendonça. A acusação central: Mendonça teria agido por “motivos políticos” para favorecer o seu próprio grupo, direcionando investigações contra Moraes, o presidente do Senado Davi Alcolumbre e o filho do presidente Lula, Lulinha.
O erro capital de Mendonça foi não seguir o rito processual. Enquanto Moraes pediu à Fachin que abrisse uma investigação — o procedimento correto —, Mendonça simplesmente a abriu por conta própria, determinando que agentes da PF lotados em seu gabinete produzissem um relatório contra o colega.

O Ministro “Terrivelmente Evangélico” e o Estado Policial Paralelo

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, está no centro de uma crise institucional que expõe, em detalhes, seu modus operandi como relator das operações Sem Desconto (INSS) e Compliance Zero (Banco Master). Relatórios de inteligência da Polícia Federal, obtidos e tornados públicos pelo ministro Alexandre de Moraes, revelam que Mendonça agiu como verdadeiro militante político, direcionando investigações contra adversários — incluindo Moraes, o senador Davi Alcolumbre e o filho do presidente Lula, Lulinha — enquanto blindava aliados como Dias Toffoli e Nunes Marques.

Flávio Bolsonaro na Globo: “mentiu, omitiu e escapuliu” — e Toledo e Sakamoto explicam o por quê

Flávio Bolsonaro na Globo: quando responder não significa responder

A sabatina de Flávio Bolsonaro na Globo em 28 de agosto, ganhou um segundo capítulo no dia seguinte, quando os jornalistas José Roberto de Toledo e Leonardo Sakamoto analisaram a sua participação no UOL News.

O diagnóstico foi o esperado. Toledo resumiu a atuação do candidato em três verbos: “mentiu, omitiu e escapuliu”. Sakamoto falou em um “Grand Slam” de mentiras envolvendo o Banco Master, a tentativa de golpe, o tarifaço e o meio ambiente.

O principal ponto foi o caso do Banco Master e os R$ 61 milhões destinados ao filme Dark Horse. Flávio classificou o dinheiro como investimento privado e afirmou não ter responsabilidade pelos contratos. Mas Sakamoto questionou como um político poderia obter R$ 61 milhões dentro de uma negociação que chegou a R$ 134 milhões sem apresentar projetos concretos ao financiador.

O “Dark Horse” de Flávio e os 61 Milhões que Precisam de Explicação

A “Rapidinha” do PolitikBr analisa o editorial do jornal Estado de S. Paulo, que cobra explicações do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) sobre o financiamento de R$ 61 milhões, oriundos do banqueiro Daniel Vorcaro (Banco Master), para o filme “Dark Horse”. O artigo destaca a promessa não cumprida de prestar contas em 30 dias, a tentativa do senador de declarar o caso uma “página virada” sem apresentar documentos, e a gravidade do contexto, com Vorcaro preso por suspeita de liderar uma fraude bilionária e com a Polícia Federal investigando o caso. A análise reforça a necessidade de transparência total para um postulante ao Palácio do Planalto.

O Brasil do Petróleo: Superávit Bilionário e a Promessa da Margem Equatorial

Rapidinha PolitikBr
O Brasil vive um momento histórico no setor de petróleo. Enquanto o mundo se debate com as convulsões geopolíticas que elevam os preços da commodity, o país colhe os frutos de uma aposta tecnológica feita há décadas. Não se trata apenas de um “bônus” passageiro, mas de uma consolidação estrutural que reposiciona o Brasil no xadrez energético global.
A marca de 4 bilhões de barris produzidos no campo de Tupi, a projeção de um superávit comercial próximo aos US$ 100 bilhões e a recente descoberta na Margem Equatorial, pintam um quadro de um país que, no meio da turbulência global, emerge como um player cada vez mais relevante no campo energético.
O recorde de Tupi é o símbolo máximo dessa jornada. Em 73 anos, a Petrobras nunca havia visto um ativo atingir esse volume, e a tecnologia desenvolvida para desafiar as águas ultraprofundas do pré-sal, transformou a estatal em referência mundial. O resultado prático está nas contas do país.

A Crise Diplomática entre o Canadá e os EUA: Por que 100 mil canadenses querem a expulsão do embaixador americano?

Rapidinha PolitikBr:
Mais de 100 mil canadenses já assinaram uma petição pedindo a expulsão do embaixador dos Estados Unidos no Canadá, Pete Hoekstra. A mobilização, que ultrapassou a marca simbólica nesta semana, aumenta a pressão sobre o governo de Mark Carney e expõe o momento mais delicado das relações entre os dois países em décadas .

O que está em jogo?

A petição, iniciada por Leanne Walker, uma moradora de Calgary, e patrocinada pela deputada Elizabeth May, do Partido Verde, pede que o governo canadense declare Hoekstra persona non grata e solicite a sua saída do país. As acusações contra o diplomata são graves

A Tempestade Perfeita: Suicídio, Fome, Motim e Revolta no Abraham Lincoln

A bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, uma crise humanitária e militar sem precedentes se desenrola. Após mais de 260 dias consecutivos no mar — um recorde —, a tripulação enfrenta fome, escassez de água e itens básicos, além de colapso na infraestrutura.
Relatos indicam múltiplas tentativas de suicídio e um motim que resultou em sete mortos.
Paralelamente, a guerra contra o Irã desencadeou a maior crise de consciência em décadas, com um aumento de 1.000% nos pedidos de objeção de consciência, motivados pela recusa moral em matar civis e lutar em uma guerra considerada injusta.

A Privataria 2.0: O Sangradouro do Patrimônio Nacional e a Dança dos Bilhões

Este artigo examina o fenômeno da “privataria” – a entrega aviltada de patrimônio público à grupos privados – desde as suas origens na privatização da Vale no governo do ex-presidente liberal Fernando Henrique Cardoso (FHC)., até os seus desdobramentos nos governos Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, em São Paulo. O texto analisa a venda da BR Distribuidora, da Liquigás, da refinaria Landulpho Alves e da Eletrobras, por frações de seu valor real, destacando as perdas para a soberania nacional e os indícios de corrupção e favorecimento. O artigo aborda também os movimentos atuais pela reestatização e a luta para reverter esse ciclo de dilapidação do patrimônio público.

A Resiliência Brasileira e a Geopolítica do Comércio: O Superávit que Incomoda a Doutrina Monroe

A balança comercial brasileira acumulou um superávit de US$ 49 bilhões entre janeiro e julho de 2026. Longe da economia ser abalada, na verdade ela se amplia, se descolando cada vez mais do comércio exterior com os Estados Unidos, um país hostil ao Brasil e a seus interesses estratégicos. Hoje, essa balança representa menos de 10% de todo o comércio exterior do Brasil, e caindo. O Brasil não é a “Goenlândia” que Trump pensa; que ele pode tomar a seu bel prazer, cooptando barato traidores nacionais. A reedição da “Doutrina Donroe” por Trump, e à tentativa de interferência nas eleições brasileiras, não irá prosperar. O Brasil de hoje não é a nação submissa do ex-presidente Bolsonaro, ou a Argentina do servil Milei. O Brasil luta por sua soberania econômica e estratégica, com um olhar plural, ao mesmo tempo em que rechaça os vassalos que se curvam a Washington.