A bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, uma crise humanitária e militar sem precedentes se desenrola. Após mais de 260 dias consecutivos no mar — um recorde —, a tripulação enfrenta fome, escassez de água e itens básicos, além de colapso na infraestrutura.
Relatos indicam múltiplas tentativas de suicídio e um motim que resultou em sete mortos.
Paralelamente, a guerra contra o Irã desencadeou a maior crise de consciência em décadas, com um aumento de 1.000% nos pedidos de objeção de consciência, motivados pela recusa moral em matar civis e lutar em uma guerra considerada injusta.
Categoria: Serviço Público
A Privataria 2.0: O Sangradouro do Patrimônio Nacional e a Dança dos Bilhões
Este artigo examina o fenômeno da “privataria” – a entrega aviltada de patrimônio público à grupos privados – desde as suas origens na privatização da Vale no governo do ex-presidente liberal Fernando Henrique Cardoso (FHC)., até os seus desdobramentos nos governos Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, em São Paulo. O texto analisa a venda da BR Distribuidora, da Liquigás, da refinaria Landulpho Alves e da Eletrobras, por frações de seu valor real, destacando as perdas para a soberania nacional e os indícios de corrupção e favorecimento. O artigo aborda também os movimentos atuais pela reestatização e a luta para reverter esse ciclo de dilapidação do patrimônio público.
A Resiliência Brasileira e a Geopolítica do Comércio: O Superávit que Incomoda a Doutrina Monroe
A balança comercial brasileira acumulou um superávit de US$ 49 bilhões entre janeiro e julho de 2026. Longe da economia ser abalada, na verdade ela se amplia, se descolando cada vez mais do comércio exterior com os Estados Unidos, um país hostil ao Brasil e a seus interesses estratégicos. Hoje, essa balança representa menos de 10% de todo o comércio exterior do Brasil, e caindo. O Brasil não é a “Goenlândia” que Trump pensa; que ele pode tomar a seu bel prazer, cooptando barato traidores nacionais. A reedição da “Doutrina Donroe” por Trump, e à tentativa de interferência nas eleições brasileiras, não irá prosperar. O Brasil de hoje não é a nação submissa do ex-presidente Bolsonaro, ou a Argentina do servil Milei. O Brasil luta por sua soberania econômica e estratégica, com um olhar plural, ao mesmo tempo em que rechaça os vassalos que se curvam a Washington.
O Cofre, o Filme e o Herdeiro: Mais um caso de Corrupção dos Bolsonaro´s?
O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a Polícia Federal a investigar o financiamento do filme Dark Horse, suspeito de ter recebido R$ 61 milhões desviados do Banco Master. A decisão, tomada 48 horas antes da convenção que lança Flávio Bolsonaro candidato à Presidência em 2026, conecta o banqueiro Daniel Vorcaro aos filhos do ex-presidente. A investigação apura se o dinheiro, que transitou por um fundo no Texas, gerido por um advogado de Eduardo Bolsonaro, financiou o padrão de vida do deputado no exterior. Flávio reagiu como vítima de perseguição, mas analistas apontam que a PF já reúne elementos para indiciá-lo por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas — um carimbo que pode chegar antes do início da propaganda eleitoral. O caso expõe o modus operandi da corrupção da extrema direita brasileira, que usa projetos de propaganda política como veículos de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.
Reinaldo Azevedo, a Madrasta e os Enteados que Querem Bolsonaro Preso
Este artigo analisa examina a estratégia de Flávio Bolsonaro de visitar o pai, Jair Bolsonaro, para obter uma carta de apoio à sua candidatura, violando as medidas cautelares da prisão domiciliar. O jornalista Reinaldo Azevedo argumenta que Flávio apostou na prisão do pai para se vitimizar na campanha. O artigo também aborda a disputa interna entre Michelle Bolsonaro e os enteados pelo controle do espólio político do patriarca, e como o presidente Lula se beneficia da crise, chamando os Bolsonaro´s de “traidores da pátria”. O texto conclui que os filhos de Bolsonaro, desesperados, colocam em risco a integridade física do pai para tentar vencer as eleições de 2026.
O Aparelhamento da Fé: Como o Bolsonarismo Corrompeu a Igreja e o Debate Público no Brasil
O debate no podcast “3 Irmãos” entre os deputados Otoni de Paula e Henrique Vieira expõe a raiz do aparelhamento da igreja pela extrema direita: uma “fratura moral” anterior a Bolsonaro, alimentada pela “sede de poder” de líderes religiosos. O bolsonarismo explorou esse terreno fértil para substituir o amor e a paz pelo ódio e pela celebração da guerra, corrompendo a essência do Evangelho. A linguagem da “batalha espiritual” foi usada para sacralizar a disputa política, tornando a oração e o amor seletivos e excluindo quem não se alinhasse ao projeto de poder. A autocrítica de Otoni de Paula, que pediu perdão por seu envolvimento, e a exegese de Henrique Vieira sobre o “próximo” revelam que a crise é teológica e política, onde a fé foi sequestrada para servir a uma ideologia vazia de amor.
A Endêmica Corrupção da Extrema Direita: A “BET” Que Você Elege Para Assaltar o Seu Bolso
Na cosmologia não é possível se dissociar o espaço do tempo, por isso, sempre se faz referência ao termo “espaço-tempo”, que são indissociáveis.
Na cosmologia política brasileira uma correlação, da mesma forma, intrínseca. Um fenômeno análogo. Não dá para se diferenciar corrupção endêmica de extrema direita. É um “ente” indissociável: extrema direita-corrupção, que assombra e assola o país. Aves de rapina. Onde a rapinagem é o objetivo maior.
A conjugação do verbo furtar…Do verbo se apropriar do que não é seu. Do que não é fruto do seu trabalho. A rapina pública, que é o modus operandi da extrema direita brasileira.
Miguel Nicodelis (neurocientista): China vs EUA – A Diferença da Ciência é Brutal
O neurocientista Miguel Nicodelis expõe o contraste brutal entre o tratamento da ciência na China e nos Estados Unidos. Enquanto o NIH americano corta 90% de seus financiamentos e 25 mil cientistas abandonam o sistema, a China trata a ciência como instrumento central de seu projeto de desenvolvimento, com cientistas tendo prestígio social e acesso direto ao mais alto nível de governo. O artigo também aborda a crise das universidades americanas e a revolta dos jovens contra a inteligência artificial, com o ex-CEO do Google sendo vaiado por 14 minutos numa formatura. O Brasil, por sua vez, permanece sem rumo, tratando a ciência como irrelevância. O texto complementa a análise anterior do PolitikBr sobre a ascensão chinesa.
Reinaldo Azevedo: “Flávio é entreguista. Ponto”
Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, viajou aos Estados Unidos pela sexta vez em 2026 para oferecer submissão a Donald Trump – segundo o jornalista Reinaldo Azevedo. Em documento de 86 páginas, ele ofereceu vantagens comerciais e propôs uma equipe de transição a serviço do governo americano, caso seja eleito. O gesto, inédito na história republicana, configura crime segundo o artigo 359-K do Código Penal (3 a 12 anos de prisão), e que pode levar à cassação do Partido Liberal (PL) com base no artigo 28 da Lei dos Partidos e no artigo 17 da Constituição, que proíbem subordinação a governo estrangeiro. O ex-diretor do FMI Paulo Nogueira Batista Jr. definiu o fenômeno como “patriota entreguista”, enquanto Lula chamou Flávio de “traidor da pátria”. A oferta de equipe de transição ao governo americano, agradecida pelo secretário de Estado Marco Rubio, em carta vazada, representa uma intenção de rendição da soberania nacional, sem precedentes, pela extrema direita brasileira.
Combustível, Soberania e Lucro: A Geopolítica do Preço na Bomba – Caso Brasil e Estados Unidos
Este artigo compara a resposta do governo Lula à crise dos preços dos combustíveis, deflagrada pela guerra no Oriente Médio, com a postura do governo Trump nos EUA. Enquanto o Brasil, usando o controle majoritário da Petrobras (50,26% das ações), implementou subsídios via devolução de tributos, utilizando os royalties e dividendos extraordinários para “segurar” o preço na bomba, os EUA sofreram um impacto inflacionário severo, com preços da energia disparando. O texto argumenta que a presença do Estado como controlador de setores-chave é vital para amortecer choques, ao passo que a lógica privada prioriza o lucro, como visto na recusa de grandes distribuidoras em aderir aos subsídios brasileiros. Critica-se a agenda privatista de inspiração neoliberal, destacando que a Europa tem reestatizado serviços essenciais (como água e esgoto) após perceberem aumentos abusivos e falhas na modelagem, enquanto o Brasil insiste no caminho oposto, arriscando perder sua capacidade de proteger o cidadão.