Está claro que a recente megaoperação policial autorizada pelo governador Cláudio Castro, que resultou na morte de 134 pessoas — entre elas quatro policiais — não é um ato de bravura ou justiça, mas a expressão do sintoma de uma doença social grave: o desprezo pela vida de pobres e negros, muitos deles inocentes. O choque brutal que tomou os Complexos do Alemão e da Penha, mais do que um golpe contra o crime, expôs as raízes apodrecidas de um sistema corrompido e seletivo na aplicação da violência, que reproduz a desigualdade e alimenta uma barbárie institucionalizada.
Categoria: Corrupção
Mais uma Chacina: Caem os Peões, Poupam-se os Chefões
O Rio de Janeiro amanheceu mais uma vez coberto pelo cheiro acre da morte. A megaoperação policial no Complexo da Penha, ordenada pelo governador Cláudio Castro, já contabiliza 134 mortos — o maior massacre da história recente do estado. O que o governo tenta vender como “combate ao crime organizado” é, na verdade, um ato de extermínio deliberado, uma demonstração de força que transforma vidas humanas em estatísticas e caixões em palanque político.
Marcelo Freixo: “Cláudio Castro usou os caixões das vítimas como palanque político”
PolitikBr é uma mídia independente. Informar não é “torcida”. Não é distorcer, manipular ou mentir. Por PolitikBr I Brasília, Em 29/10/2025, 10h:37, Leitura: 4 min […]
Um mergulho crítico nas negociações do tarifaço entre o Brasil e os Estados Unidos
O recente encontro entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e autoridades americanas na Malásia marca o início das negociações oficiais para tentar reverter o aumento de tarifa de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Este momento deve ser analisado não apenas como um mero ajuste comercial, mas inserido no contexto maior da turbulenta relação política e econômica entre as duas potências.
Flávio Bolsonaro Pede Bombardeio de seu Próprio País
O Brasil vivencia a decadência do projeto autoritário da extrema direita e de seu isolamento diante da sociedade; o que leva a que pessoas investidas de mandatos públicos, em puro desespero e cheia de ressentimentos, se voltem contra o seu próprio país, de forma sórdida e anti patriótica.
Dep. Júlia Zanatta, a Galinha Pintadinha e a Celebração à Ustra
Há momentos em que a fronteira entre o trágico e o cômico se dissolve completamente. O episódio protagonizado pela deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), ao afirmar que o desenho infantil “A Galinha Pintadinha” seria uma espécie de “agente ideológico do PSOL” e faria “apologia à União Soviética”, entra para o anedotário político nacional com méritos próprios.
O Inferno Astral de Carla Zambelli: a Deportação a Espera
A deputada federal Carla Zambelli vive o momento mais sombrio de sua carreira política — um verdadeiro inferno astral que expõe as contradições da extrema direita em ruínas e o preço da arrogância.
Por ter dupla cidadania, Zambelli fugiu do Brasil em maio deste ano, após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.
Trump abandona o bolsonarismo e abraça a realpolitik
O bolsonarismo acreditou que a amizade ideológica com Donald Trump garantiria influência e proteção, mas o pragmatismo da realpolitik falou mais alto. Enquanto Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo alimentavam discursos conspiratórios, o governo Trump mostrou que seus interesses comerciais valem mais do que afinidades políticas. O encontro entre o chanceler Mauro Vieira e autoridades americanas expôs o isolamento dos seguidores de Jair Bolsonaro e demonstrou que, no jogo diplomático, os “adultos” tomaram o assento à mesa — deixando os extremistas à margem.
A paz espera pelo fim de Netanyahu
Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil poderá normalizar as relações diplomáticas com Israel assim que Benjamin Netanyahu deixar o poder, ele não estava apenas comentando um episódio momentâneo da geopolítica. Estava, na verdade, recolocando o Brasil no eixo da moralidade internacional. A fala, feita após o cessar-fogo mediado por Donald Trump entre Israel e o Hamas, ressoa como um divisor de águas entre dois mundos: o da barbárie institucionalizada e o da diplomacia baseada em princípios humanitários.
Netanyahu sabota o “Plano de Paz” de Trump
O tão alardeado “plano de paz” entre Israel e o Hamas — mediado por Donald Trump e anunciado como um marco diplomático — começa a desmoronar antes mesmo de sair do papel. A sequência dos acontecimentos revela que o cessar-fogo não nasceu de boa vontade, mas da exaustão política, militar e moral de um Estado que há décadas sobrevive da guerra.