Em agosto de 2025, o PolitikBr publicou o artigo: 4chan: o inspirador de Bannon, Trump e Bolsonaro — o laboratório sombrio da extrema direita digital. Lendo o artigo você entende como esse movimento extremista ganhou tanta relevância, impulsionado pelo “ambiente digital”: o novo fascismo.
O artigo analisa o fórum anônimo 4chan como a principal incubadora ideológica da extrema-direita global, transformando subculturas niilistas em ferramentas de guerra cultural e desinformação, para campanhas de cunho político, como as de Donald Trump e de Jair Bolsonaro, no Brasil. O sucesso eleitoral desse movimento é resultado da instrumentalização de narrativas de ressentimento social cultivadas nesse ambiente digital, se servindo de instrumentos perversos, como a destruição de reputações e ridicularizarão, em geral, baseasdo em fake news. Além de muita corrupção.
Internacional, Geopolítica, Economia
PolitikBr é uma mídia independente. Informar não é “torcida”. Não é distorcer, manipular ou mentir.
As pessoas. Talvez você, queira, como eu, entender o mundo em que vive. E é isso que o PolitikBr oferece. Conectar fatos, em uma “linha do tempo”: Uma cartografia documental do presente. Venha conosco! Subscreva o nosso conteúdo.
Você pode apoiar a consolidação e o crescimento desse projeto. Contribua através do Paypal (internacional) ou Pix (nacional). Chave: crowdfunding@politikbr.org. Muito Obrigado.
Dedicado à Verdade e à Paz.

Por PolitikBr I Brasília, Em 11/06/2026, 07h:37in, leitura: 16min
Editor: Rocha, J.C.

Essa é uma análise documental. Para visualizar “o todo” recomendamos a leitura dos demais artigos, que se somam ao tema de hoje. Boa leitura.
Há quem acredite que a política brasileira ainda pode ser dividida entre “nós” e “eles”. Entre os “patriotas” e os “comunistas”. Entre os “honestos” e os “corruptos”. Pois bem: o Intercept Brasil, na terça-feira (9), jogou uma pá de cal nessa narrativa. Documentos, planilhas e comprovantes bancários obtidos pela reportagem mostram que a família Bolsonaro — o clã que se elegeu vendendo a imagem de “nova política” — está atolada até o pescoço em acusações do pior tipo de velha política. E não estão sozinhos.
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, foi flagrado com R$ 400 mil em espécie, em seu flat, que alegou ser o dinheiro fruto da venda de um imóvel. O deputado Carlos Jordy movimentou R$ 75 mil em 63 operações com seu assessor, usando a técnica de “smurfing” (saques de R$ 9.999,00, fracionados). As movimentações atípicas globais dos assessores investigados no esquema, porém, somam montantes muito maiores (na casa dos milhões). A PF apurou o uso fraudulento de empresas de locação de veículos e de fachada para desviar recursos públicos das cotas parlamentares dos deputados. Relatórios da PF apontaram que as movimentações financeiras globais, consideradas suspeitas nas contas de assessores e empresas envolvidas, totalizaram cerca de R$ 27,8 milhões.

Nos últimos cinco anos, as denúncias de corrupção envolvendo a direita/extrema direita superam as da esquerda / progressistas em mais de 3 para 1.
O discurso de “combate à corrupção” da extrema direita sempre foi uma fachada. Por trás dela, o que se esconde é o mais velho e podre dos esquemas: desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro do crime organizado, e enriquecimento ilícito às custas do contribuinte.

A lama, como diz o jornalista Reinaldo Azevedo, é tanta, que a cada enxadada surge uma minhoca. E a lama, agora, respinga em todo o espectro da extrema direita e da direita brasileira — do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, ao governador Ronaldo Caiado (União-GO), que vem se posicionar a favor das tarifas de Trump contra o Brasil, passando pelo líder do PL na Câmara, flagrado com centenas de milhares de reais em espécie, sem origem comprovada.
Prá não dizer que a coisa poderia ficar pior, a Revista Fórum publicou matéria que Karina Gama, produtora do filme “Dark Horse”, é investigada há quase dez anos
Segundo a Revista Fórum, citando os órgãos de controle, os relatórios com supostas irregularidades sempre estiveram disponíveis para consulta pública e só não viu quem não quis.
Bomba do Intercept: Planilhas, Comprovantes e o Fundo Ravengate
Na terça-feira (9), o Intercept Brasil revelou documentos que comprovam, ponto a ponto, o esquema financeiro envolvendo Flávio e Eduardo Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master (preso em março de 2026).

Os documentos incluem:
- Uma planilha de cronograma de financiamento, prevendo 14 desembolsos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, totalizando 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões à época).
- Comprovantes bancários mostrando que 10,6 milhões de dólares (cerca de R$ 61 milhões) foram efetivamente enviados para o fundo Ravengate, administrado por Paulo Calisto — advogado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
- Um recibo de 2 milhões de dólares, o primeiro pagamento, que teria sido apresentado a Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro para que ele “desse ciência” do recebido.

O deputado Rogério Correia (PT/MG), em seu pronunciamento na Câmara, disse:
“Hoje o Intercept trouxe vários documentos comprovando, inclusive, pagamento do Vorcaro para o fundo onde o advogado de Eduardo Bolsonaro é quem regulamenta e é quem controla este fundo. Aliás, o próprio Eduardo Bolsonaro controlava este fundo.”
O mesmo foi afirmado pelo deputado Otoni de Paula (PSD/RJ). Esse deputado foi da base governista do ex-presidente Bolsonaro, condenado a 27 anos e 03 meses de prisão; e que está sendo cumprida em regime domiciliar, face à precariedade da saúde dele.
A Conexão com o Rio Previdência: O Dinheiro dos Aposentados
O deputado Rogério Correia também levantou uma segunda camada do escândalo: a origem do dinheiro de Vorcaro. O banqueiro não estava usando apenas recursos próprios. Estava usando dinheiro desviado do Rio Previdência — o fundo de previdência dos servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro.
“Peço a Vossa Excelência para olhar o que saiu do Rio Previdência e foi para o Banco Master, e o que saiu do Banco Master para ir exatamente para o fundo Ravengate. É a propina que veio, neste caso, do Rio Previdência, que vai envolver o governador ou ex-governador do Rio (Cláudio Castro) e tudo que ele passou para Vorcaro, e a parte de Vorcaro que ia para Flávio Bolsonaro, ia para Eduardo Bolsonaro.”

A ONG de Fachada: Instituto Conhecer Brasil e o Desvio do Sistema S
Se o escândalo do Banco Master já não fosse suficientemente grave, o jornalista Reinaldo Azevedo trouxe à luz uma segunda camada do esquema: a atuação da ONG Instituto Conhecer Brasil, da mesma Karina Ferreira da Gama — a produtora do filme Dark Horse.
Auditorias da Controladoria Geral da União (CGU) revelaram que a ONG, que não possui um único funcionário registrado, sem capital social e sem veículo, desviou recursos do Sistema S (SESI, SENAI, etc.) em sete estados (Goiás, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Tocantins, Maranhão, Bahia e Distrito Federal).
Os números são estarrecedores:
- R$ 2,4 milhões superfaturados (de um total de R$ 11 milhões repassados).
- No Pará, o sobre preço superou R$ 1,3 milhão.
- No Piauí, o sobre preço chegou a 748% em 2017 e 543% em 2018.
- No Distrito Federal, dos R$ 350 mil recebidos para a “Formula Truck Kids” (?!), apenas R$ 80 mil custearam o evento real — um superfaturamento de R$ 270 mil.
Reinaldo Azevedo ironizou:
“ONG de produtor do Dark Horse, a mesma ONG da produtora, da Karina, que também é dona da Go Up, metida em lambança em sete estados envolvendo dinheiro público do Sistema S. O que é essa empresa, afinal de contas, hein, Flávio? Explica para nós.”
A Operação Galho Fraco: Sóstenes, Jordy e os R$ 27 Milhões Desviados
Não é só o clã Bolsonaro. A Operação Galho Fraco, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2025, sob a supervisão do ministro Flávio Dino (STF), mirou o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, e o seu colega Carlos Jordy, ambos do Rio de Janeiro.
A investigação apura indícios de desvio de cotas parlamentares para cobrir “despesas inexistentes ou irregulares”. Os números são impressionantes:
- R$ 27,8 milhões movimentados entre 2023 e 2024, “sem identificação da origem dos recursos”.
- A técnica usada era o “smurfing”: saques fracionados de R$ 9.999,00 (abaixo do limite de R$ 10.000,00 que obriga as instituições financeiras a reportar automaticamente ao Coaf) para despistar a fiscalização.
- R$ 75.343,67 movimentados por Carlos Jordy em 63 operações com seu secretário parlamentar, Itamar de Souza Santana.

Em um flat utilizado por Sóstenes, a Polícia Federal encontrou cerca de R$ 400 mil em espécie. O deputado justificou dizendo que o dinheiro era resultado da venda de um imóvel na semana anterior, e que não havia depositado o valor ainda por causa da “correria de trabalho”.
“O imóvel me foi pago com dinheiro lícito, está lacrado, tem origem, então não tenho nada a temer”, afirmou Sóstenes em coletiva. “Se acharam que a gente ia retroceder, bateram na porta errada. Vamos continuar firmes.”
Carlos Jordy, por sua vez, classificou a operação como “ditadura do judiciário” e “perseguição”. A alegação de que a empresa de aluguel de carros seria de fachada, porque tem apenas cinco carros em sua frota é, segundo ele, “tosca”.
A decisão do Ministro Flávio Dino (STF), no entanto, é clara:
“Não bastassem tais indícios que reforçam a hipótese de a empresa ser de fachada, há necessidade de rememorar que o Relatório de Inteligência Financeira que deu início à investigação evidenciou transações suspeitas entre Itamar (secretário parlamentar de Jordy) e a empresa Harue, demonstrando um possível caminho do dinheiro saindo das cotas parlamentares para a empresa e indo para os secretários parlamentares.”

Outros Escândalos da Extrema Direita: Um Padrão Sistêmico
Os casos e as acusações contra Flávio/Eduardo Bolsonaro e Sóstenes/Jordy não são exceções. São a ponta visível de um iceberg que inclui:
- Ricardo Salles respondeu a processos por improbidade administrativa (envolvendo planos de manejo ambiental de quando era secretário em SP), chegando a ser condenado em primeira instância em 2018, mas foi absolvido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em 2021. Ele também foi denunciado pelo MPF em 2023 por crimes ligados à exportação ilegal de madeira na Amazônia (Operação Aquanduba).
- Pastor Gil (PL-MA): Ele foi condenado por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de corrupção passiva. O esquema envolveu a cobrança de propina do ex-prefeito de São José de Ribamar (MA), em troca da liberação de verbas de emendas parlamentares.
- Josimar Maranhãozinho (PL-MA): Ele foi acusado de liderar um esquema que cobrava 25% de propina (solicitando R$ 1,6 milhão) de prefeituras em troca do direcionamento de R$ 6,7 milhões em emendas parlamentares federais para a área da saúde. A Primeira Turma do STF o condenou a 6 anos e 5 meses de prisão em regime inicial semiaberto, além de multa e inelegibilidade. Ele foi ainda absolvido da acusação de organização criminosa por falta de provas de uma estrutura permanente.
- Bosco Costa (PL-SE): Corrupção passiva. Participou do mesmo esquema de cobrança de vantagens indevidas sobre emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar (MA). O parlamentar da extrema direita foi condenado por unanimidade pela Primeira Turma do STF a 5 anos de prisão em regime inicial semiaberto, pagamento de dias-multa e perda de direitos políticos (inelegibilidade). Também foi absolvido do crime de organização criminosa.
- Antônio Doido (MDB-PA): Corrupção ativa, passiva, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A Polícia Federal deflagrou a Operação Igapó, que identificou o desvio de emendas parlamentares e verbas estaduais através de fraudes em licitações. Uma empresa ligada à sua esposa teria movimentado centenas de milhões de reais em contratos públicos suspeitos. O deputado alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF em seu apartamento funcional em Brasília, e em endereços no Pará. Durante a abordagem, o parlamentar tentou se desfazer de provas jogando seus celulares pela janela. O processo segue em fase de instrução e análise do material apreendido.
- Fernando Coelho Filho (União-PE): Peculato, fraudes licitatórias e lavagem de dinheiro. O parlamentar é investigado sobre o suposto desvio de recursos públicos e favorecimento de empresas em contratos firmados em bases políticas regionais, e de emendas parlamentares ao longo de sua trajetória pública. Os inquéritos tramitam para apurar a materialidade e a extensão das fraudes, permanecendo em fase de colheita de provas e sem condenação definitiva até o momento.
- Marcelo Queiroz (PP-RJ): Fraude em licitações, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O parlamentar é investigado na Operação Castratio da Polícia Federal por suspeita de direcionamento e superfaturamento em contratos de R$ 200 milhões voltados para serviços de castração e esterilização de animais. Os fatos teriam ocorrido quando ele foi Secretário de Estado de Agricultura do Rio de Janeiro. Ele foi alvo de buscas e apreensões determinadas pelo STF, tendo o seu telefone celular apreendido por policiais no Aeroporto Santos Dumont. A defesa nega as irregularidades e atribui as acusações à disputas políticas locais.
- Thiago Rangel (PMB-RJ): Organização criminosa, corrupção ativa/passiva, peculato, fraude à licitação e lavagem de capitais. O parlamentar é apontado como beneficiário de um esquema de direcionamento de contratos de reformas e materiais em escolas estaduais da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro. O dinheiro desviado era “branqueado” por meio de uma rede de postos de combustíveis. Após ser alvo de buscas iniciais, o deputado estadual teve a prisão preventiva decretada, e foi detido pela Polícia Federal na quarta fase da Operação Unha e Carne (Missão Redentor). As investigações avançaram após a perícia de mídias e documentos que comprovaram a sua influência política no direcionamento das verbas.
O padrão se repete: desvio de cotas parlamentares, uso de empresas de fachada, funcionários fantasmas, superfaturamento de contratos, e dinheiro vivo circulando sem origem comprovada.
Historicamente, levantamentos de plataformas independentes como o Congresso em Foco mostram que cerca de 20% a 25% dos parlamentares federais respondem a algum tipo de investigação, processo criminal ou administrativo.
Em termos numéricos absolutos, os partidos com as maiores bancadas na Câmara — historicamente partidos de Centro e de Direita (como o PL, PP e União Brasil) — concentram o maior volume absoluto de deputados investigados por desvios de verbas, crimes eleitorais e corrupção.
Cientistas políticos apontam que a distribuição de investigações por corrupção no orçamento ou emendas impositivas costuma acompanhar, de forma geral, o próprio tamanho das siglas. Legendas maiores e que controlam mais recursos orçamentários, tendem a registrar mais ocorrências de forma proporcional.
Um levantamento realizado pelo congresso em foco em 2022, mostrou que do PL e do PP , um em cada cinco deputados respondia na Justiça. Ao menos 115 dos 513 deputados federais respondiam a alguma investigação ou processo no âmbito criminal, administrativo ou eleitoral. De 2022 para cá, provavelmente esse quadro deve ter piorado, em muito.
Reparem que na esmagadora maioria dos casos de corrupção, citados anteriormente nesse artigo, são originários do mau uso de emendas parlamentares e verbas de gabinete.
O PolitikBr preparou esse levantamento de valores – 2021 a 2025 – das emendas parlamentares.

Gráfico: Evolução do Desembolso de Emendas Parlamentares (2021–2025)
Não é com nenhuma satisfação que mostramos esses números. E a cada ano os parlamentares, tanto no senado quanto na Câmara dos Deputados, exigem – essa é a palavra, via chantagem ou negociação com o governo -, um “naco” cada vez maior do escasso orçamento nacional.
Para fins de contexto, nesse ano (2026), a previsão de desembolso para emendas parlamentares na Lei Orçamentária Anual (LOA) é de R$ 61 bilhões. Este valor foi oficialmente aprovado pelo Congresso e sancionado pela Presidência da República em janeiro, representando um recorde histórico impulsionado pelo ano de eleições gerais.
São detalhes financeiros, contábeis. Mas sem esse detalhamento não se entende de onde “brota” tanta corrupção e malversação dos recursos do público.
A divisão técnica e o calendário fixados para o fluxo dessa verba pública em 2026 desenham-se da seguinte forma:
Divisão do Orçamento de Emendas (2026)
- Emendas Impositivas (Obrigatoriedade de pagamento): Somam R$ 37,8 bilhões.
- Individuais (Deputados e Senadores): R$ 26,6 bilhões (onde cada deputado dispõe de R$ 40 milhões e cada senador de R$ 74 milhões).
- De Bancada Estadual: R$ 11,2 bilhões.
- Emendas de Comissão (Execução não obrigatória): Somam R$ 12,1 bilhões.
- Parcelas Adicionais Vinculadas (Ex: Projetos do PAC): Cerca de R$ 11,1 bilhões indicados por parlamentares com gestão compartilhada do Executivo.
Em 2023, mesmo após o STF declarar as emendas de relator inconstitucionais no fim de 2022, o Congresso remanejou as verbas e aumentou o caráter impositivo (obrigatório) das emendas individuais e de bancada, retirando o poder de corte do poder Executivo.
A conclusão é inevitável: É um saco de dinheiro sem fundo. Onde se mete a mão. Se banqueteia. Um ou outro é pego. Provavelmente a maioria não.
A corrupção não é monopólio de um campo político. Mas, nos últimos cinco anos, ela tem sido predominantemente da direita e da extrema direita. Os auto proclamados “paladinos anticorrupção“. E isso é incontestável.
Esse “case” é um retrato superficial do Brasil. Provavelmente, ele é replicado onde a direita e a extrema direita são forças importantes e até dominates. Seja nos EUA de Trump, na Argentina de Milei e em todos os lugares. É um modus operandi. Cínico e perverso.
Nota ao leitor: Este artigo buscou compilar, numa análise única e aprofundada, os elementos factuais e contextuais que cercam os escândalos de corrupção envolvendo a família Bolsonaro (Flávio e Eduardo) e parlamentares da extrema direita brasileira (Sóstenes Cavalcante, Carlos Jordy, entre outros) — desde os pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro (Banco Master) ao fundo Ravengate nos EUA, controlado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro, até o desvio de recursos do Sistema S via ONG de fachada (Instituto Conhecer Brasil), e os desvios de cotas parlamentares apurados pela Operação Galho Fraco. As fontes utilizadas são públicas e estão devidamente listadas para sua verificação.
Esse artigo foi baseado em:
- The Intercept Brasil: Planilha, comprovante bancário e documentos do fundo Ravengate (09/06/2026)
- YouTube (Deputados em Plenário): Pronunciamento sobre o caso Vorcaro (09/06/2026)
- BBC News Brasil: Sóstenes diz que R$ 400 mil apreendidos são de venda de imóvel (19/12/2025)
- PolitikBr: Dossiê Flávio Bolsonaro e o Esqueleto que Saiu do Armário (14/05/2026)
- PolitikBr: O Efeito Borboleta: Flávio Bolsonaro, Vorcaro, a Direita em Colapso (22/05/2026)
- PolitikBr: Os Esqueletos no Armário de Flávio Bolsonaro (10/05/2026)
- YouTube (Reinaldo Azevedo): ONG de produtora do “Dark Horse”: lambança em 7 estados (09/06/2026)
- Revista Fórum: https://revistaforum.com.br/politica/karina-gama-produtora-dark-horse-investigada-dez-anos/
- Conjur: STF condena deputados por corrupção em esquema com emendas
- STF: STF condena sete réus por desvio de emendas parlamentares destinadas a município do Maranhão
- Agência Brasil: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/seguranca/audio/2025-12/deputado-antonio-doido-e-alvo-de-operacao-contra-desvio-de-verbas
- G1: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/12/policia-federal-realiza-operacao-no-rio.ghtml
- Band News: https://www.youtube.com/watch?v=Cvic8cbMi0w
- Congresso em Foco: https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/11120/com-pl-e-pp-a-frente-um-em-cada-cinco-deputados-responde-na-justica-veja-a-lista
- CBN: Governo desembolsa maior valor da história em emendas em 2025: mais de R$ 31 bilhões
- Câmara dos Deputados: https://www.camara.leg.br/noticias/1229690-comissao-aprova-ldo-de-2026-com-prazo-para-execucao-de-65-das-emendas-parlamentares/
- Câmara dos Deputados: https://www.camara.leg.br/noticias/1229690-comissao-aprova-ldo-de-2026-com-prazo-para-execucao-de-65-das-emendas-parlamentares/