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Por PolitikBr I Brasília, Em 30/05/2026, 19h:38min, leitura: 9min
Editor: Rocha, J.C.
Não se trata de achismo. Não se trata de histeria da oposição. Se trata, isto sim, de um acúmulo de evidências públicas, comportamentais, clínicas e históricas, que desenham um cenário apocalíptico: o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, está em franca deterioração neurocognitiva — possivelmente uma demência frontotemporal —, armado com os códigos nucleares, e cercado por aduladores que não ousam contrariá-lo.
E o que temos diante de nós? Um risco real, concreto. Um homem que se compara à Jesus; que confunde gerações, que adormece em reuniões, e que vocifera palavrões, impropérios, como um adolescente descontrolado. E se ele decidir, em um acesso de fúria ou de grandiosidade, exterminar parte da humanidade?
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O psicoterapeuta Dr. John Gartner, que já atuou como professor assistente de psiquiatria na Johns Hopkins e fundou a organização Duty To Warn, tem sido um dos mais que tem exposto as condições de saúde mental de Donald Trump. Em entrevistas recentes — inclusive nos vídeos que serviram de base para este artigo —, Gartner não usa meias-palavras: “Estou prevendo que Donald Trump matará mais pessoas do que Hitler”. A frase, dita ao programa de Dean Obeidallah, ressoa como um alerta. Não retórica. É a conclusão de um profissional que acompanha o comportamento de Trump há anos e vê, agora, a confluência perfeita entre um transtorno de personalidade maligna e uma demência – frontotemporal – que corrói os últimos freios éticos e racionais do presidente.
O diagnóstico que a Casa Branca quer esconder
Os sinais estão ali, à vista de todos. Não exigem uma batelada de exames em um consultório. Basta assistir a um discurso completo de Trump — não aos recortes de dez segundos que viralizam, mas os cinco, dez minutos de divagação — para perceber o emaranhado cognitivo que caracteriza as falas de Trump.
Gartner descreve o que os leigos tratam como “bobagem” ou “falta de preparo”: se trata, na verdade, de afasia progressiva, perda de filtro social, impulsividade e confabulações — aquelas histórias inventadas que o cérebro demente preenche como se fossem verdades.
Um exemplo impactante, reproduzido pelo próprio Gartner, ocorreu quando Trump falava sobre o Irã, a bordo do Air Force One:

“Eles concordaram em enviar oito barcos dois dias atrás, e então outros dois barcos, e isso deu dez barcos. E hoje eles nos prestaram uma homenagem. Não sei, não consigo definir exatamente o que nos deram. Acho que é um sinal de respeito. Vinte grandes barcos de petróleo passando pelo estreito, e isso começa amanhã de manhã. Muitos barcos. Eu diria que estamos indo muito bem nas negociações. Mas você nunca sabe com o Irã, porque negociamos com eles e então sempre temos que explodi-los.” (Dr. John Gartner)
Não se trata mais de “mentiras” no sentido político. Se trata de pensamento desorganizado, característico de demência. O presidente não consegue concluir uma frase lógica. Ele salta de barcos para homenagens, de petróleo para explosões, e conclui, num rasgo de incoerência, que “houve mudança de regime porque o primeiro regime está morto, o segundo está quase morto…”. Isso não é esperteza de negociador. É colapso neurológico.
E há mais: os lapsos de memória. Trump repetiu, em mais de uma ocasião, que o seu pai nasceu na Alemanha. Mentira documentada: Fred Trump nasceu no Bronx. O seu avô é que era alemão. Esse fenômeno, explica Gartner, se chama “confusão de gerações”, algo comum em quadros demenciais. “Meu tio com demência insistia que eu era advogado porque meu pai era advogado”, ilustra o psicólogo. Só que o tio de Gartner não controlava o arsenal nuclear americano.

A tríplice face do mal: narcisismo maligno + sadismo + demência frontotemporal
A leitura clínica de Gartner se aprofunda quando ele desconstrói a personalidade de Trump em três camadas, cada uma mais aterradora que a anterior. A primeira é o narcisismo maligno, termo cunhado por Erich Fromm para explicar a psicologia de Hitler. Esse transtorno combina grandiosidade, paranoia, psicopatia (ausência de consciência) e sadismo — o prazer em humilhar, degradar e destruir o outro. A segunda camada é o comportamento hipomaníaco, essas madrugadas em que Trump dispara dezenas de tuítes, num frenesi que lembra mais um surto do que uma estratégia de comunicação.
A terceira, e mais recente, é a suspeita de demência frontotemporal (DFT) — a mesma doença que afastou Bruce Willis dos filmes.
Diferente do Alzheimer, a DFT ataca primeiro os lobos frontal e temporal, responsáveis pelo controle dos impulsos, pelo juízo social e pela empatia. O resultado é um paciente desinibido, socialmente inadequado, incapaz de antever consequências. “O cara que tem os códigos nucleares apresenta um transtorno que lhe causa ações impulsivas, precipitadas ou descuidadas”, resume Gartner.
E aqui entramos no território mais sombrio: o sadismo de Trump não é apenas discurso. É visceral. Gartner lembra que, durante os ataques ao Irã, Trump pedia para ver os vídeos das explosões repetidamente, tratando a destruição como um videogame.

No dia 6 de janeiro, assessores relataram que ele assistiu, em looping, as cenas mais violentas da invasão ao Capitólio. “Ele estava se excitando com aquilo”, diz Gartner. “É como se estivesse se masturbando com o sofrimento alheio.”
A maleta nuclear e o desejo de ser Alexandre, César e Napoleão
A grande virada de risco, no entanto, não está apenas na mente de Trump. Está na combinação dessa mente com o poder absoluto e com a ausência de freios institucionais. Gartner lembra que, no primeiro mandato, generais como John Kelly e Jim Mattis funcionavam como barreiras humanas. Eles leram o livro The Dangerous Case of Donald Trump, sabiam que o presidente era mentalmente instável e agiam para conter os seus piores impulsos. Hoje, o gabinete é composto por fanáticos como Pete Hegseth, secretário da Guerra, que não apenas valida as loucuras de Trump, como as incentiva.

O resultado é um presidente que se compara a Alexandre, o Grande, a César e a Napoleão — todos conquistadores mundiais — e que agora comanda um exército e um arsenal mil vezes mais poderoso. “Ele não que vença a paz. Ele quer a guerra”, afirma Gartner. E prova: durante as negociações com o Irã, os aiatolás ofereceram exatamente o que Trump dizia querer — a eliminação do urânio enriquecido. Mesmo assim, ele atacou. Por quê? Porque, para um sádico narcisista, a destruição é o verdadeiro prêmio.
Não à toa, o ex-analista da CIA Larry Johnson revelou, em entrevista ao Jornal Brasil 247, que Trump chegou a cogitar o uso de armas nucleares táticas contra o Irã, sendo dissuadido apenas pela recusa dos generais. Agora, porém, não há mais generais sensatos no círculo íntimo. Apenas capachos. A pergunta que fica é: quem segurará o dedo de Trump na próxima vez que ele acordar irritado, confuso, e megalomaníaco às três da manhã?
O que diz a “Regra de Goldwater” e por que devemos ignorá-la neste caso
Há um protocolo ético na psiquiatria, conhecido como Regra de Goldwater, que proíbe profissionais de diagnosticar publicamente figuras públicas sem examiná-las diretamente. O argumento é nobre: evitar abusos e estigmatizações políticas. No entanto, diante de um presidente que exibe sintomas tão evidentes de demência, a regra se torna um cabide de omissão cúmplice.
Como bem observou o artigo do PolitikBr, o neurocientista Frank George também já apontou publicamente os sinais de DFT em Trump. E a pergunta que fica é: se ele está bem, por que não aceita ser examinado por esses profissionais? Por que a Casa Branca se limita à notas vagas e a elogios de um médico pessoal, que já foi investigado por conduta antiética?
A verdade é que Trump pode estar, neste exato momento, incapacitado para o cargo. E a 25ª Emenda — que permite a remoção de um presidente inapto — descansa no armário, porque o vice-presidente J.D. Vance, e o gabinete, não têm coragem ou decência para acioná-la. “A sobrevivência da civilização depende disso, afirma Gartner, mas não acontecerá”.
O mundo à mercê de um homem sem freios
Não estamos diante de uma hipótese remota. Estamos diante de um presidente que já demonstrou, em múltiplas ocasiões, que é capaz de tomar decisões militares por impulso, sem consultar aliados, sem o respaldo do Congresso e sem qualquer aderência à realidade factual. Somamos a isso uma demência que acelera a sua desinibição, corrói a sua empatia e destrói o seu juízo. E, como cereja do bolo, um gabinete de bajuladores que não ousa dizer “não”.
A previsão de Gartner — de que Trump matará mais pessoas que Hitler — pode soar exagerada para os desavisados. Para os que estudam o fenômeno, é apenas uma questão de tempo. O mundo assiste, perplexo, ao espetáculo de um homem que adormece enquanto os seus assessores falam, que confunde o pai com o avô, que diz sofrer mais do que Jesus e que, de quebra, tem o dedo sobre o botão que pode incinerar cidades inteiras, e assim, dizimar milhões.
Nota ao leitor: Este artigo buscou compilar, numa análise única e aprofundada, os elementos factuais e contextuais que cercam a deterioração cognitiva de Donald Trump e o risco existencial que ela representa, dado o seu acesso ao arsenal nuclear dos EUA. As fontes utilizadas são públicas e estão devidamente listadas para sua verificação.
Esse artigo foi baseado em:
- You Tube: Dr. John Gartner — I’m predicting that Donald Trump will kill more people than Hitler (YouTube)
- You Tube: Doctor SOUNDS ALARM on Trump’s ‘Manic Moments’ Amid Dementia (YouTube)
- Brasil 247: “Larry Johnson diz queTrump cogitou uso de arma nuclear”
- PolitikBr: “Trump Sofre de Demência Frontotemporal? Especulação ou Fato?”