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O Desmoronamento da Fantasia: Como a Guerra de Trump Expôs a Fragilidade Americana

A narrativa de uma vitória fácil e da “destruição” total do Irã promovida pela administração Trump ruiu. Um relatório da NBC News, confirmado por outras fontes, revela que o Irã causou danos estimados, de forma conservadora, provavelmente falsa, em US$ 5 bilhões às bases americanas em sete países do Golfo, incluindo a destruição de radares de ponta e o bombardeio de uma base no Kuwait por um caça F-5 iraniano – um feito militar sem precedentes em anos.

A guerra de 40 dias, que custa US$ 1 bilhão por dia, já consumiu mais de 1.000 mísseis Tomahawk e até 2.000 interceptadores, e o Pentágono precisará de até seis anos para reabastecer seus arsenais. Enquanto isso, o chanceler iraniano se reúne com Putin na Rússia em busca de apoio, e os países do Golfo repensam a presença de bases americanas em seus territórios, que os tornaram alvos.

Embaixador Chas Freeman: A Guerra com o Irã Está Destruindo Todos os Planos dos EUA

Em entrevista ao Dialogue Works, o embaixador Chas Freeman analisa a guerra deflagrada por EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro de 2026. Segundo ele, o plano foi costurado por Netanyahu e Trump em dezembro de 2025, ignorando alertas do Pentágono. A morte do aiatolá Khamenei, que era contra a bomba atômica, removeu o principal obstáculo à nuclearização iraniana. Freeman descreve a estratégia iraniana de exaustão (“rope-a-dope”): usar mísseis baratos para esgotar os caros interceptadores americanos e israelenses, enquanto guarda o melhor arsenal para o momento decisivo.