SCOTT RITTER: “A OTAN Está Forçando a Rússia a Ir à Guerra”

A análise de Scott Ritter é um retrato do momento mais perigoso desde a Crise dos Mísseis de Cuba. A diferença é que, em 1962, os líderes em Washington e Moscou estavam conscientes do abismo. Hoje, a Europa parece determinada a pular de olhos fechados, celebrando cada passo em direção ao precipício.

O Ocidente confunde a paciência russa com fraqueza. Confunde pragmatismo com covardia. E está forçando a Rússia a uma escolha que nunca quis fazer: ou responde de forma decisiva ou aceita ser desmembrada estrategicamente.

O tempo do debate acabou. O tempo da ação, como Ritter alerta, está sobre nós. Resta saber se o mundo terá a sanidade de recuar antes que seja tarde demais.

Scott Ritter: Por Que a Palavra Americana Vale Nada?

Neste segundo artigo da série baseada na entrevista de Scott Ritter (maio de 2026), analisamos a erosão da credibilidade americana no cenário internacional. Ritter compara os Estados Unidos ao clima — imprevisível, errático e incapaz de cumprir acordos. O artigo revisita o caso JCPOA, tratado nuclear com Irã que foi assinado por Obama, cumprido pelos iranianos e rasgado por Trump com um tuíte. Examina a disfunção institucional do Congresso americano, que nunca ratifica tratados de forma confiável. Mostra como aliados históricos — Japão, Canadá, Europa, Israel — descobrem, um a um, que são descartáveis. E explica por que o mundo, diante dessa inconfiabilidade sistêmica, está se reorganizando ao redor de novas referências: BRICS, a desdolarização, diplomacia multipolar. O artigo conclui que a maior mudança não é militar nem econômica — é psicológica. O mundo perdeu a confiança nos Estados Unidos. E essa confiança não voltará.

O Império dos Espelhos: A Queda Silenciosa dos EUA no Oriente Médio

Neste artigo, analisamos a entrevista do analista em geopolítica Scott Ritter, na qual o ex-inspetor da ONU desmonta a narrativa oficial sobre o conflito no Oriente Médio. Ritter mostra que o Irã não foi enfraquecido, mas se adaptou e hoje está mais forte — com mísseis balísticos em quantidade superior à do início da guerra e drones FPV capazes de burlar o Domo de Ferro. Os Estados Unidos, por outro lado, esgotaram os seus arsenais de longo alcance e são incapazes de sustentar uma nova guerra. Trump, diagnosticado por psiquiatras como narcisista maligno, viaja à China não para ditar termos, mas para pedir ajuda. Israel perde relevância à medida que o apoio interno nos EUA despenca. O Conselho de Cooperação do Golfo está morto; os países árabes terão que aprender a conviver com o Irã como potência regional dominante. O BRICS avança na desdolarização, ainda que sem substituto imediato para o dólar. O artigo conclui que o império americano não está sendo destruído por inimigos externos, mas por sua própria incapacidade de honrar acordos e enxergar a realidade. Leia a análise completa e entenda as raízes dessa mudança histórica.

Haddad, Trump, bolsonarismo e as novas ofensivas contra o Brasil e o BRICS

O ministro Fernando Haddad tem sido firme ao denunciar as investidas da administração Trump contra o Brasil e o BRICS, denunciando as reais intenções dos ataques híbridos de Trump contra o Brasil, isto é , interesses estratégicos dos EUA, especialmente nas riquezas do subsolo nacional, como os minerais críticos e as terras raras — considerados “o ouro do século 21” para a economia do futuro. Haddad aponta que Washington aposta em sanções, pressão comercial e até tentativas de enfraquecer instituições nacionais como parte de um roteiro descarado de ingerência geopolítica, sem precedentes na história. E pior. Brasileiros – bancada bolsonarista – apoiando essas investidas, em um gesto antipatriótico. Contra o povo brasileiro.

A Crise Tarifária EUA-Brasil e o Desafio do BRICS à Hegemonia Global 

Desde que Donald Trump reassumiu a presidência dos Estados Unidos, o que se viu foi uma escalada agressiva econômica contra o Brasil e outros parceiros do BRICS, um bloco de nações em acelerada expansão em busca da criação e consolidação de uma ordem multipolar, em substituição ao sistema unipolar dominado pelos EUA. A ofensiva tarifária contra o Brasil, oficialmente justificada por Trump como reação à “perseguição judicial” promovida pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF) contra seu aliado, um radical de extrema direita como ele, Jair Bolsonaro, prestes a ser julgado em setembro de 2025 e enfrentar a possibilidade de até 42 anos de prisão, não passa de um instrumento político para tentar desmontar o avanço brasileiro no mercado global e conter o BRICS.