A Humilhação como Método: Trump, Macron e a Dependência Europeia

O tratamento dispensado por Donald Trump a Emmanuel Macron, e por extensão à União Europeia, não foi mais um mero capricho de campanha, mas a política de Estado de uma superpotência que enxerga os seus parceiros históricos como protetorados relutantes e devedores insolventes.

A obsessão pública pela posse, a todo o custo, da Groenlândia sob o mote da “defesa dos interesses americanos no Ártico”, e a divulgação de mensagens privadas de Macron por Trump foram apenas o prólogo.

A Inércia das Ondas

Desde o momento em que as caravelas portuguesas romperam o horizonte do Atlântico Sul, em 1500, o destino do Brasil passou a ser indissociável do mar. O oceano foi via de chegada e de disputa, de integração e de defesa, de riqueza e de soberania. Ignorar essa premissa é, em última instância, ignorar o próprio Brasil.

E-book para download nesse link

É justamente essa lacuna de percepção histórica que a 2ª edição do e-book Introdução à História Marítima Brasileira, publicado pela Diretoria do Patr

Oreshnik: A Força Bruta da Geopolítica

Em um movimento que vai muito além do campo de batalha ucraniano, a Rússia lançou pela segunda vez seu míssil hipersônico Oreshnik contra Lviv. Este ataque não é um simples evento tático; é um ponto de exclamação geopolítico, um recado audível e indetectável às capitais ocidentais.
Este artigo mergulha nas raízes dessa escalada, baseando-se na análise contundente do ex-inspetor da ONU Scott Ritter. Ritter descreve um cenário onde os Estados Unidos, sob uma política de “sancionar até o colapso”, testam incessantemente os limites russos – desde ataques a bombardeiros nucleares até operações encobertas. O objetivo final, em sua visão, não é a paz, mas a submissão de uma Rússia que reaprendeu a ter orgulho de si mesma.
O Oreshnik é a resposta a essa pressão. É a linguagem da força

Oreshnik: A Força Bruta e a Coerção Pelo Medo

O analista geopolítico e coronel reformado do Exército dos EUA, Douglas Macgregor, conhecido por suas análises francas e contundentes, não poupou palavras ao comentar o recente ataque russo que atingiu Lviv, no extremo oeste da Ucrânia, a meros 100 quilômetros da fronteira polonesa. A sua fala, mais do que uma simples avaliação militar, soa como um obituário para a estratégia ocidental no conflito.

A Ironia do Inverno: A Europa na Marcha à ré à Rejeição do Gás Russo? O Fator Trump

A Europa destruiu sua própria ponte energética — e agora congela do outro lado.
Enquanto líderes falam em “diálogo” e “concessões”, a Rússia desmonta fisicamente o gasoduto Yamal-Europa e a Alemanha bloqueia a reativação do Nord Stream 2, mesmo sob controle americano.
O resultado é brutal:
o gás que aquecia a Alemanha agora aquece a China — e a Europa entra no inverno mais frágil da era moderna.
Não é só crise energética.
É o fim de uma era geopolítica.

Jeffrey Sachs: Os EUA Como Fonte de Instabilidade Contínua no Mundo

Ontem assistimos na reunião de emergência da Assembleia Geral da ONU, convocada para tratar do sequestro do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o professor Jeffrey Sachs.
A fala de Sachs foi histórica, sem rodeios, mostrando o quão nocivos sempre foram e são os Estados Unidos, que se pautam em pregar que a comunidade internacional siga regras, enquanto eles, quando lhes convém, burlam e negam essas mesmas regras.

China, Rússia e Irã: Como a Venezuela se Tornou o Estopim do Fim da Hegemonia Energética dos EUA

O sequestro de Nicolás Maduro não foi um erro tático. Foi um erro histórico.
Ao tentar impor força, os EUA acionaram o gatilho que faltava para a maior virada energética do século:
🔹 petróleo fora do dólar
🔹 China, Rússia e Irã assumindo o tabuleiro
🔹 Venezuela transformada em epicentro da ruptura
O petrodólar não caiu por discurso.
Caiu por ação, barril por barril.
Estamos assistindo ao nascimento de um mundo multipolar — não por escolha de Washington, mas apesar dele.

Douglas Macgregor: A Armadilha da Venezuela Sai Pela Culatra

Washington comemorou cedo demais.
Para o coronel Douglas Macgregor, a captura de Maduro repete os erros do Iraque e da Líbia: remove o líder, ignora o poder real e semeia o caos.
Sem tropas, sem plano e com economia exaurida, os EUA criaram mártires, fortaleceram inimigos e provocaram um desastre que voltará em forma de instabilidade e migração em massa.
A armadilha da Venezuela saiu pela culatra.

Venezuela: A “Bola Fora” do Pretenso Rei do Mundo. Trump Mete os “Pés pelas Mãos”

A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos escancarou uma ruptura grave com o direito internacional e isolou Donald Trump até entre aliados improváveis. Da ala democrata norte-americana à extrema-direita europeia, as críticas convergiram porque a narrativa do “narcoterrorismo” não se sustenta. O episódio revela o que sempre esteve no centro do conflito: petróleo, soberania e a tentativa de impor, pela força, uma ordem que o mundo multipolar já não aceita. Ao agir como “imperador”, Trump acabou cometendo uma bola fora histórica — vista e repudiada globalmente.

Scott Ritter: A Realidade do Conflito e a Inevitável Vitória Russa

Scott Ritter desmonta a narrativa oficial sobre a guerra na Ucrânia.
Enquanto o Ocidente insiste em vender esperança, a realidade no campo de batalha aponta outra direção: a vitória estratégica russa já está consolidada.

Não é opinião. É análise militar fria, baseada em logística, doutrina e fatos — não em propaganda.
A guerra, na prática, já acabou. O que resta é a recusa em admitir a derrota.