Putin, o BRICS e a Nova Arquitetura Global: A Cúpula de Nova Délhi e a Reconfiguração do Poder Mundial

Na XVIII Cúpula do BRICS, em Nova Délhi, O presidente da Rússia, Vladimir Putin, apresentou números que desmontam a centralidade do G7: os países do BRICS geraram mais de 40% do PIB mundial nos últimos cinco anos, contra 29% do G7. Putin criticou o uso da coerção e destruição física pelo Ocidente para manter a sua posição e defendeu a cooperação multilateral. A cúpula também avançou na ampliação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), presidido por Dilma Rousseff, e no BRICS Pay, sistema de pagamentos em moedas locais, alternativo ao SWIFT.
Com 11 membros plenos e mais de 30 países na fila de adesão, o BRICS se consolida como o principal fórum de articulação do Sul Global, em um mundo multipolar.

O Paradoxo do Crescimento da Renda e a Migração do Capital – Caso China

Este artigo analisa o fenômeno da migração da indústria manufatureira de baixo valor agregado para fora da China, impulsionado pelo crescimento dos salários e pela elevação da renda per capita chinesa. Com base em dados salariais comparativos (China vs. Vietnã, Bangladesh, Etiópia), estatísticas de investimento chinês em Bangladesh e números de participação no mercado de vestuário dos EUA, o texto demonstra como o sucesso econômico chinês está redesenhando a geografia industrial global. O artigo também aborda a oportunidade e os desafios para países como o Brasil nesse novo cenário, citando a análise do economista Marcos Troyjo.

O Novo Mapa da Economia Mundial: Os Dez Primeiros Países em Poder de Paridade de Compra (2026)

A notícia de que a Rússia se tornou a quarta maior economia do mundo em PPC, atrás apenas de China, dos Estados Unidos e da Índia, não é apenas um dado estatístico. É um sinal claro de uma mudança tectônica no poder econômico global, que o PolitikBr já vinha acompanhando. Essa classificação não é sobre a riqueza em dólares, mas sobre o que se pode comprar com a moeda local, dentro das fronteiras de cada país. A Rússia, por exemplo, ao ajustar o seu PIB pela paridade do poder de compra, vê o seu valor econômico quase triplicar, superando economias europeias consolidadas como a Alemanha e o Reino Unido

Jeffrey Sachs e Elon Musk: O “End Game” da Hegemonia Americana

Jeffrey Sachs alerta para a combinação entre dívida pública americana de mais de US$ 40 trilhões, déficits elevados, juros crescentes e menor disposição de investidores estrangeiros em manter títulos do Tesouro dos EUA. Elon Musk, por sua vez, concordou com uma projeção segundo a qual a dívida pode superar US$ 50 trilhões até 2030. Mais do que o tamanho absoluto da dívida, o ponto crítico é o custo crescente de seu refinanciamento — uma questão econômica que pode, progressivamente, transformar-se também em questão de colapso do poder geopolítico.

“Quem é mais louco, Trump ou nós?”: O Diagnóstico de Jeffrey Sachs sobre a Psicose do Poder Americano

O economista Jeffrey Sachs “diagnosticou” o presidente Donald Trump como um indivíduo com “transtorno de personalidade antissocial”, o enquadrando nos conceitos de “tríade sombria” e “narcisista maligno” . Sachs argumenta que Trump sofre de impulsividade severa e possivelmente de demência frontotemporal, o tornando uma ameaça global, ao mesmo tempo em que denunciou a falência do sistema político americano, que permite que um homem tão debilitado tenha poder de ordenar guerras sem freios ou contrapesos. O economista também criticou duramente a grande imprensa, como o New York Times, por normalizar o comportamento de Trump e omitir a verdade, preferindo o espetáculo à responsabilidade. Para Sachs, Trump é tanto sintoma quanto causa de uma crise mais profunda, e a pergunta que fica é: “Quem é mais louco, Trump ou nós?”

Trump contra Carney: o Canadá finalmente diz não a Washington. E o Brasil?

Este artigo do PolitikBr comenta a decisão do Canadá de retaliar as tarifas de 50% impostas pelos EUA, sob a liderança firme de Mark Carney. O texto contrasta a postura canadense com a cautela do governo Lula no Brasil, que iniciou um processo de reciprocidade, mas ainda não agiu com a mesma ousadia. O artigo defende que o Brasil deveria seguir o exemplo canadense e retaliar abertamente, utilizando a sua Lei de Reciprocidade Econômica, e que a passividade só encoraja novas pressões dos EUA. A análise conclui que a atitude de Carney serve de modelo para todos os países que sofrem coerção econômica.

A Tempestade Perfeita que Abala a Volkswagen

A Volkswagen não está simplesmente fechando fábricas ou cortando empregos. Está tentando sobreviver a uma transformação industrial que coloca em xeque um dos pilares da economia alemã.
A notícia de que o Grupo Volkswagen poderá eliminar até 100 mil postos de trabalho e que quatro fábricas alemãs estão sob risco é, portanto, muito maior do que parece. O número de 100 mil, é importante esclarecer, representa o cenário mais severo: cerca de 50 mil cortes já fazem parte de programas negociados, enquanto outros 50 mil são uma possibilidade caso novas medidas de redução de custos sejam necessárias. As quatro fábricas também não estão oficialmente condenadas ao fechamento.
Mas o problema é real.
E tem nome: competitividade.

Deutsche Bank entra no yuan — Menor Exposição ao Risco do Dólar é um dos Motivos?

Rapidinha PolitikBr
Há movimentos no sistema financeiro internacional que parecem pequenos quando observados isoladamente. Mas alguns deles ganham outra dimensão quando colocados lado a lado.

A decisão do Banco Central da China de autorizar o Deutsche Bank como primeiro banco europeu de clearing de transações em renminbi (yuan) é um desses movimentos.

A notícia foi tratada pela CNN como mais um passo na internacionalização da moeda chinesa. E, à primeira vista, é exatamente isso. Mas há algo maior acontecendo: o sistema financeiro mundial começa, lentamente, a construir alternativas à dependência do dólar.

Isso não significa que o yuan esteja substituindo o dólar. Está muito longe disso. Mas significa que o monopólio de fato do dólar sobre o comércio internacional, começa a ser questionado por instituições financeiras que, até pouco tempo atrás, tinham poucos incentivos para fazê-lo.

O Comandante do Caos: a Desordem Mundial e a Guerra de Escolha de um Presidente Entre a Mentira e o Delírio

A guerra de Trump contra o Irã revela mais do que um conflito geopolítico — expõe uma crise profunda de liderança. Entre contradições discursivas, ausência de estratégia clara e sinais preocupantes de deterioração cognitiva, o presidente americano conduz uma escalada militar que parece responder mais a impulsos do que a objetivos concretos. Analistas e jornalistas independentes descrevem um cenário alarmante, onde decisões críticas são tomadas sem coerência, enquanto o próprio conflito cria os problemas que afirma resolver.

Os EUA se Tornaram o Agente do Caos no Mercado de Energia

O Irã, por meio de sua Guarda Revolucionária, estabeleceu um ultimato histórico para a navegação no Estreito de Ormuz: países árabes e europeus que desejarem que seus petroleiros e metaneiros atravessem a região com segurança terão que expulsar os embaixadores de Israel e dos Estados Unidos de seus territórios. A medida é uma resposta direta aos ataques coordenados entre EUA e Israel contra alvos iranianos, que não alcançaram os resultados estratégicos esperados — levando analistas a afirmar que o governo Trump estaria em pânico com o desenrolar do conflito.