Trump abandona o bolsonarismo e abraça a realpolitik

O bolsonarismo acreditou que a amizade ideológica com Donald Trump garantiria influência e proteção, mas o pragmatismo da realpolitik falou mais alto. Enquanto Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo alimentavam discursos conspiratórios, o governo Trump mostrou que seus interesses comerciais valem mais do que afinidades políticas. O encontro entre o chanceler Mauro Vieira e autoridades americanas expôs o isolamento dos seguidores de Jair Bolsonaro e demonstrou que, no jogo diplomático, os “adultos” tomaram o assento à mesa — deixando os extremistas à margem.

A paz espera pelo fim de Netanyahu

Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil poderá normalizar as relações diplomáticas com Israel assim que Benjamin Netanyahu deixar o poder, ele não estava apenas comentando um episódio momentâneo da geopolítica. Estava, na verdade, recolocando o Brasil no eixo da moralidade internacional. A fala, feita após o cessar-fogo mediado por Donald Trump entre Israel e o Hamas, ressoa como um divisor de águas entre dois mundos: o da barbárie institucionalizada e o da diplomacia baseada em princípios humanitários.

Efeito Trump: Canadá não pode mais contar com os EUA como parceiro comercial, diz premiê

Novos tempos. O Primeiro-Ministro do Canadá recentemente declarou que seu país não pode mais contar com seu vizinho histórico, os Estados Unidos. E a origem dessa ruptura é, no fundo, uma combinação tóxica de cobiça geopolítica e expansionismo agressivo, incendiada por Donald Trump quando este chegou a cogitar, publicamente, anexar militarmente o Canadá e a Groenlândia.

Bolsonaro se tornou tóxico

Nem Romeu Zema, nem Tarcísio de Freitas e outros governadores bolsonaristas de carteirinha, não devem comparecer ao evento. E com razão: o movimento já nasceu morto. Nas redes sociais, o engajamento murchou. Nos bastidores, o desânimo é generalizado. E o motivo do fiasco tem nome, sobrenome e um visto temporário para os Estados Unidos: Eduardo Bolsonaro.

Trump recua (de novo): Brasil agora é chamado para negociar o tarifão

Trump Always Chickens Out ( TACO ). A política externa de Donald Trump está se tornando uma ópera bufa encenada em capítulos cada vez mais previsíveis. Depois de ameaçar, adiar, ameaçar de novo e desidratar o “tarifão” contra o Brasil, agora o governo norte-americano dá sinais claros de recuar ainda mais. Segundo informações da imprensa internacional, incluindo a Revista Fórum, o Brasil será formalmente chamado para negociar os termos do acordo comercial, algo que o próprio Trump jurava jamais fazer com o governo Lula.