José Kobori: O Pix Pode Quebrar o Sistema Mundial?

O PIX, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, emergiu como uma ameaça silenciosa à hegemonia do dólar. Desenvolvido com a participação de engenheiros formados no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o PIX expõe a obsolescência técnica do sistema SWIFT, que ainda opera com liquidações que levam dias — e que foi recentemente usado como arma política contra a Rússia. Enquanto isso, a China já opera o CIPS, o seu sistema de liquidação em yuan digital, e o BRICS avança com o BRICS Pay e a UNIT, uma unidade de conta lastreada em ouro e moedas locais. O lobby do MasterCard e da Visa contra o PIX, abraçado por Donald Trump sem que ele sequer soubesse do que se tratava, revela o desespero de uma potência que prefere atacar a concorrência a se modernizar.

Neoliberalismo, BRICS e Guerra Econômica: Evolução Histórica

PolitikBr comenta, neste artigo, a excelente entrevista de Radhika Desai ao podcast do professor Glenn Diesen, onde se analisa, de forma lúcida e sem concessões, a trajetória histórica que vai do capitalismo industrial clássico ao neoliberalismo contemporâneo — este último transformado em arma econômica do Ocidente coletivo, com destaque para o papel dos EUA e a reação dos BRICS.

Desdolarização e a Migração do Swift para o CIPS

Desde 1944 com os Acordos de Bretton Woods  o dólar norte-americano vem sendo usado não apenas como moeda de referência internacional, mas como arma geopolítica — capaz de punir países, sufocar economias e ditar a pauta de aliados e adversários. Através de mecanismos como o sistema SWIFT, Washington impôs sanções a quem quisesse, congelou ativos, como por exemplo dos da Federação Russa em 2022, e, em nome da “ordem internacional”, consolidou um poder de coerção que transformou sua moeda em verdadeiro “cetro” de chantagem de Estado da política global.

A Left e a UnionPay x hegemonia das bigtechs e operadas de crédito americanas

A proposta da Left, fintech de bandeira “progressista”, lança um audacioso contraponto: viabiliza a chegada da UnionPay — única bandeira capaz hoje de fazer frente real à onipresença de Visa e Mastercard. O objetivo oficial: diversificar, democratizar e, principalmente, devolver capacidade de escolha ao consumidor brasileiro no mercado de pagamentos.