Mais uma vez o Congresso Nacional virou palco do circo tragicômico protagonizado por deputados e senadores bolsonaristas. Em uma manobra explícita de chantagem e desrespeito à ordem democrática, eles ocuparam as mesas diretoras da Câmara e do Senado com a intenção única de forçar os presidentes das casas a pautar a anistia a Jair Bolsonaro — um salvo-conduto para seu histórico jurídico nebuloso —, impedir – impeachment – o ministro Alexandre de Moraes de agir, e acabar com o foro privilegiado. Tudo isso para proteger parlamentares envolvidos em processos judiciais por corrupção e outros pretensos crimes e evitar que Bolsonaro responda pelos crimes de que é acusado ao STF.
Categoria: Religião
O Suprassumo do Ridículo (2)
o senador Magno Malta se acorrentou à mesa do Senado em protesto contra o ministro Alexandre de Moraes: “Só saio daqui morto”. Ele, assim como os baderneiros da bancada bolsonarista, que nós, sociedade, pagamos regiamente, resolveram exigir, quase literalmente, a anistia a Jair Bolsonaro.
Josias de Souza: Congresso Ganha Ares de Hospício Dirigido por Loucos
O cenário é sombrio e revela a profunda crise política e institucional que toma conta do país. A volta das férias legislativas trouxe à tona a insurreição bolsonarista: parlamentares da oposição aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro ocuparam as mesas diretoras da Câmara e do Senado, obstruindo o funcionamento dos plenários com uma série de protestos simbólicos — como fitas adesivas na boca e cadeias — para reivindicar pautas em defesa do ex-presidente.
Reinaldo Azevedo: Vira-latas de Trump Ocupam o Congresso
Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, surge como um retrato caricato — não por sua situação, mas pelo séquito bolsonarista que o idolatra e agora, impotente diante da Justiça, decide – o séquito bolsonarista regiamente pago pelo povo – sequestrar simbolicamente o Parlamento brasileiro. Nada de resistência altiva: a ala bolsonarista, convertida em “vira-latas” do trumpismo, faz questão de expor seu complexo de inferioridade diante do mundo. Um espetáculo grosseiro de sabujice e cretinice.
A Justiça não pode ser feita de tola: o papel de Nikolas Ferreira na prisão — tardia — de Bolsonaro
A prisão preventiva de Jair Bolsonaro já era prevista por qualquer um que acompanha, com um mínimo de lucidez, os desdobramentos da trama golpista que se arrasta desde 2022. O que talvez surpreenda é o estopim: uma suposta “homenagem” encenada por Nikolas Ferreira, o garoto-propaganda da extrema direita performática, que decidiu brincar de provocador durante a última manifestação (03/08) a favor da anistia a Jair Bolsonaro.
Bolsonaro em prisão domiciliar: o inevitável fim da era da impunidade
Era questão de tempo: Alexandre de Moraes, ministro do STF, decretou nesta segunda-feira (04/08) a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Se acabaram os truques, as manobras e as estratégias de tentar fugir da justiça que vinham sendo usadas pelo ex-presidente. Não é pra ninguém comemorar. É uma vergonha ter tido um homem como esse presidente da república.
O desgaste de Bolsonaro: rejeição cresce, apoio desaba – isolamento da extrema direita
O Brasil cansou do cinismo da extrema direita (bolsonarismo). Pesquisa Datafolha divulgada neste início de agosto revela um divisor de águas: 61% dos brasileiros não votariam em candidatos que prometem livrar Jair Bolsonaro e seus aliados de punição pela tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. A anistia ampla, geral e irrestrita que a extrema direita sonha vender nas ruas e no Congresso virou veneno eleitoral.
Michelle, o tio preso por pedofilia e a hipocrisia do clã Bolsonaro
Michelle Bolsonaro foi rápida ao se manifestar sobre a prisão do tio, classificando o caso como “crime vergonhoso” e um episódio “revoltante e repugnante” pela ex-primeira dama, que se declara evangélica. Em nota oficial e entrevistas, Michelle Bolsonaro fez questão de ressaltar que não mantém contato com o tio há mais de 18 anos e defendeu publicamente a responsabilização plena do parente: “Considero necessário que ele receba, integralmente, o peso da Justiça”.
Bolsonaro se tornou tóxico
Nem Romeu Zema, nem Tarcísio de Freitas e outros governadores bolsonaristas de carteirinha, não devem comparecer ao evento. E com razão: o movimento já nasceu morto. Nas redes sociais, o engajamento murchou. Nos bastidores, o desânimo é generalizado. E o motivo do fiasco tem nome, sobrenome e um visto temporário para os Estados Unidos: Eduardo Bolsonaro.
Gilmar Mendes: recado aos que trabalham contra o povo e o Brasil
Agora é a vez do ministro Gilmar Mendes disparar, com seu clássico veneno institucional, uma declaração velada — mas nada sutil — contra aqueles que estariam traindo o país.