E que o senador fala que é “página virada”. Dá um “Google” Ele diz.
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Por PolitikBr I Brasília, Em 28/08/2026, 13h:42min, leitura: 5min
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Essa é uma análise documental. Para visualizar “o todo” recomendamos a leitura dos demais artigos, e publicações relacionadas, que se somam ao tema de hoje. Boa leitura.
A campanha presidencial de 2026 já tem o seu primeiro grande teste de transparência, e o protagonista é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O editorial do Estado de S. Paulo desta quinta-feira (27) acendeu o alerta: a relação do candidato com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e os R$ 61 milhões destinados ao filme “Dark Horse” estão longe de ser uma “página virada”, como tenta fazer crer Flávio.
A promessa foi feita em maio: em 30 dias, a prestação de contas do dinheiro recebido para a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro seria apresentada de forma transparente. Mais de três meses se passaram, e o que se viu, segundo o jornal, foram respostas evasivas e irritação por parte do candidato, quando o assunto é levantado pela imprensa. “Dá um Google”, sugeriu Flávio, afirmando que a prestação de contas já foi “vazada” nos autos de um inquérito.
O senador, o “garoto de Trump” às eleições presidenciais de 2026, ou não tem o que falar, ou teme pelo que venha a falar.
Há um ditado popular que diz: “Quem não deve não teme”. O que teme revelar o senador? já que o assunto é página virada. Página virada que lhe convém, não o que a sociedade espera. E se ele não se explicar talvez seja pior. A PF está, agora, nos calcanhares dele e de “Dark Horse”.
O contexto é explosivo. Daniel Vorcaro está preso, acusado de ser o pivô da maior fraude financeira da história do Brasil, com um custo estimado à sociedade em R$ 60 bilhões ( US$ 12 bilhões). As investigações apontam que Flávio pediu pessoalmente os repasses a Vorcaro, que foram enviados para um fundo nos Estados Unidos, o Havengate, controlado por aliados de seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro.
Tudo em família.
A produtora do filme, Go Up Entertainment, apresentou uma perícia privada à Justiça declarando gastos de R$ 75 milhões, mas sem notas fiscais ou detalhes sobre a origem de todo o dinheiro. A defesa de Flávio argumenta que se trata de uma relação privada, sem recursos públicos.
Para o editorial do Estadão, entretanto, e para qualquer um que “não queira passar pano”, “jogar prá debaixo do tapete”, essa justificativa não se sustenta, para quem tem a pretensão de comandar o país. “Relações financeiras relevantes e negócios realizados com personagens posteriormente envolvidas em grandes investigações criminais, se tornam temas legítimos de escrutínio público”. Mas o senador diz que o assunto é “página virada”. Procure no Google, ele diz.
Eu fico pensando o que ele diria se fosse o caso do seu principal, e favorito adversário, o presidente Lula, estar na situação em que ele se encontra agora, e dizendo “na cara de pau”, o que ele tem dito: Página Virada. O que vocês imaginam que ele diria?
Aliás, na sabatina que a Rede Globo promoveu com o candidato Lula ontem (27/08), dos 40 minutos de perguntas e respostas, 10 minutos foram relacionados às investigações sobre a acusação de “trafico de influência” do filho do presidente. E ele não se esquivou de responder a nenhum dos questionamentos.
Eu até fico curioso se a mesma Rede Globo, na sabatina do candidato Flávio, irá ser tão incisiva em temas espinhosos que pesam contra o senador, como enriquecimento ilícito, traição ao próprio país, Dark Horse, a atuação do irmão Eduardo nos EUA, abertamente conspirando contra o Brasil. Não. Você não verá isso…
O caso é tão espinhoso que a Polícia Federal já abriu um inquérito autorizado pelo ministro do STF Flávio Dino para apurar suspeitas de irregularidades, corrupção e evasão de divisas. A pedido do senador, a campanha tenta minimizar o dano, mas o silêncio sobre o paradeiro exato dos 61 milhões e a tentativa de encerrar o assunto apenas reforçam a percepção de que há mais a ser revelado.
Enquanto Flávio tenta virar a página, a história parece insistir em ser lida.
Quer saber mais? Leia a matéria completa e, Flávio Bolsonaro deve muitas explicações sobre Dark Horse, aponta Estado de S. Paulo
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