A Guerra que Drenou os EUA e a Jogada de Mestre da China – Diversificação da Matriz Energética

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Por PolitikBr I Brasília, Em 16/08/2026, 05h:23min, leitura:4min

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Editor: Rocha, J.C.

Essa é uma análise documental. Para visualizar “o todo” recomendamos a leitura dos demais artigos, e publicações relacionadas, que se somam ao tema de hoje. Boa leitura.

Enquanto os EUA travam uma guerra custosa contra o Irã, as suas reservas estratégicas de petróleo secam.

Larry Johson nesse artigo disse que os Estados Unidos enfrentam uma situação crítica. Ele destacou – como o Telegraph citou – que as reservas estratégicas de petróleo dos EUA estão no nível mais baixo em 40 anos, em torno de 290 milhões de barris. O analista explicou as implicações técnicas desse esgotamento:

“Desses 290, é preciso manter no mínimo 145 milhões de barris nas cavernas… Se você retirar o petróleo, a única forma de fazer isso é bombear a água para dentro. E o petróleo é mais leve que a água, então ele sobe com a água até o topo e então é sugado para fora. Mas o problema é que com toda essa água, se você estiver basicamente retirando até a última gota, vai criar uma crise, uma crise estrutural para a caverna de sal. A água se mistura com o sal, enfraquece a parede, a caverna de sal desaba sobre si mesma.”

O motivo: o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do petróleo global, está travado. A resposta de Washington foi queimar as suas próprias reservas estratégicas para conter os preços internos, mas a conta chegou. A gasolina nos EUA já passa de US$ 4 o galão, e a inflação corrói a popularidade do governo antes das eleições de meio de mandato .

Enquanto isso, quem jogou xadrez foi a China. Pequim, que importa 90% do petróleo iraniano, simplesmente cortou as suas importações pela metade. Como? Usou a sua colossal reserva estratégica, estimada em 1,4 bilhão de barris (a maior do mundo), e reduziu a demanda interna de forma estratégica. O resultado? Impediu que os preços disparassem para US$ 150 o barril, como muitos temiam, e ainda se posicionou como a “Nova OPEP” — o verdadeiro fiel da balança energética global.

Cabe lembrar que a matriz energética primária da China depende de um pouco mais de 25% do petróleo e do gás natural, enquanto que nos EUA, o petróleo e o gás natural respondem por cerca de 73% do consumo total de energia primária (sendo 37% de petróleo e 36% de gás natural), de acordo com os dados mais recentes divulgados pela U.S. Energy Information Administration.

Pior: uma pesquisa da Pew mostrou que, neste cenário, a confiança global na China supera a dos EUA. Enquanto os EUA se desgastam militar e economicamente, a China sai fortalecida, sem disparar um tiro.

Quer saber mais? Leia a matéria completa: China steps in as Iran war drains US oil reserves to 40-year low: https://www.telegraph.co.uk/world-news/2026/08/13/china-steps-in-as-iran-war-drains-us-oil/

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