A ascensão política de Ricardo Couto no Rio, de Mark Carney no Canadá, de Mamdani nos EUA, e de tantos outros “outsiders”, é a resposta da sociedade a uma democracia doente. O aplauso a eles é, na verdade, uma vaia ensurdecedora ao sistema político tradicional. Cada exoneração de um apadrinhado, cada negativa de patrocínio a um show faraônico, cada ato de “lisura”, mesmo que aparente, é um lembrete doloroso do que deveria ser a regra.